Seculo

 

Votos de evangélicos já é disputado nas igrejas em campanhas disfarçadas


14/05/2018 às 17:58
Bastou a Convenção das Assembleias de Deus no Espírito Santo (Cadeeso) dar o sinal verde com o fechamento de apoio à candidatura do ex-deputado Juandy Loureiro (PHS) ao Senado, para o eleitorado evangélico começar a ser assediado pelos candidatos às eleições de 2018. 
Em respeito às normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê cassação de candidaturas se houver campanha antes do período legal, a partir de agosto, os pré-candidatos se utilizam de palestras, cursos e outras formas de massificação da imagem, a fim de colher dividendos políticos para as eleições. 
O Espírito Santo é, proporcionalmente, o segundo do País em número de evangélicos, superado apenas pelo Rio de Janeiro. Esse filão atrai a classe política e provoca a ampliação do envolvimento de entidades religiosas e igrejas no processo eleitoral. 
As campanhas fora dos prazos estabelecidos ocorrem em forma de palestras sobre os mais variados temas, alguns deles fora da agenda das congregações. Há casos em que a programação é formulada por entidades às quais as igrejas estão ligadas, com alteração na programação normal.
De todas as entidades religiosas, a Cadeeso é, historicamente, a mais atuante. Depois de ter na presidência o pastor Oscar de Moura, com participação ativa no processo político estadual, a instituição decidiu rever esse posicionamento, elegendo, em março desse ano, o pastor Arnaldo Candeias, a fim de se dedicar mais às atividades clericais.
Não demorou muito: no dia 10 desse mês, a Convenção anunciou o apoio à candidatura do ex-deputado federal Jurandy Loureiro (PHS) ao Senado Federal. No dia seguinte, informou que também conversa com o senador Magno Malta (PR), candidato à reeleição. 
A entidade se prepara para formalizar esses apoios na Assembleia Geral Ordinária que será realizada em julho, seguindo-se comunicados às igrejas afiliadas, que somam mais de 350 em todo o Estado, com cerca de 500 mil votos.     
Nas demais congregações, onde o envolvimento é mais discreto, o apoio se dá com a abertura de espaços para que os pré-candidatos façam palestras, ministrem cursos e treinamentos e, desta forma, valorizem sua imagem e colham dividendos eleitorais.

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