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Audiência entre trabalhadores e empresários da construção civil termina sem acordo


16/05/2018 às 16:27
 A audiência de conciliação entre trabalhadores e empresas da Construção Civil realizada na manhã desta quarta-feira (16) terminou sem acordo. A sessão foi presidida pelo desembargador José Luiz Serafini, no Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT-ES), e durou quase duas horas.
 
Na audiência, os sindicatos da Indústria da Construção Civil do Estado e de Guarapari ofereceram um aumento de 1,5%, até o limite de salário de R$ 3 mil. Os trabalhadores, por sua vez, não concordaram e reivindicam a aplicação do reajuste sobre todos os salários, retroativo a 1º de maio.
 
Os trabalhadores também reivindicaram o respeito às cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por parte do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon/ES). Eles não concordam com a manutenção completa de todas as cláusulas, como querem os trabalhadores.
 
Na visão dos sindicalistas, o Sinduscon quer “acabar com garantias contidas na Convenção Coletiva, como a figura do representante sindical, o café da manhã, a Participação nos Resultados (PR), a remuneração de horas extras, o aviso prévio indenizado, com o cartão de compras da categoria e o plano de saúde”.
 
Os trabalhadores também denunciam que o sindicato patronal pretende modificar a classificação profissional constante da Convenção Coletiva de Trabalho, com o fim das funções de oficial pleno, oficial polivalente, ajudante prático na construção civil e o fim de toda classificação na montagem industrial.
 
O objetivo final, analisa o presidente do Sintraconst/ES, Paulo César Borba Peres, o Carioca, é acabar com a Convenção Coletiva. “Foram décadas de lutas da categoria para se chegar a uma CCT que garantisse esses direitos e agora eles querem acabar com tudo, inclusive com a proposta de extinguir a classificação profissional, apenas para rebaixar salários”, protesta.
 
Fim da greve
 
Iniciada no dia 30 de abril, a categoria decidiu suspender a greve a partir desta quinta-feira (17), até a apreciação do pedido de liminar pelo relator do processo, desembargador José Carlos Rizk. Eles também pediram que não haja desconto dos dias de paralisação, até o trânsito em julgado da sentença. 
 
Nesta quarta-feira, a categoria divulgou comunicado em que avisa da suspensão do movimento e alerta que, até o julgamento, ficam mantidos os benefícios da CCT; os valores referentes ao cartão alimentação devem ser depositados ao integralmente; e o adiantamento feito normalmente.
 
Os trabalhadores deram entrada no Dissídio Coletivo de Greve e Econômico na última sexta-feira (11).

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