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PT conversa com PSB para fechar coligação nas eleições de outubro no Estado


16/05/2018 às 16:32
As negociações sobre as coligações entre o PT e o PSB estão avançando, tanto em nível nacional quanto no Espírito Santo, depois que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, desistiu de se candidatar à Presidência da República pelo PSB.
No Espírito Santo, as negociações sobre as coligações estão sendo feitas com a participação de integrantes do grupo político do ex-governador Renato Casagrande (PSB), candidato ao governo, e também um dos articuladores junto à direção nacional. 
Na formação de chapas por uma eventual coligação entre o PT e o PSB, surge um empecilho: a reeleição do deputado federal Paulo Foletto, que pode entrar em colapso caso surja outro candidato com maior potencial de votos, com ampla possibilidade de deixá-lo para trás.
Sem candidato às eleições presidenciais, o PSB busca o fortalecimento nos estados. No Espírito Santo as conversas estão se desenvolvendo com maior intensidade depois que a direção nacional do partido confirmou a candidatura do ex-presidente Lula, mesmo preso em Curitiba, com lançamento oficial previsto para o próximo dia 25, no Nordeste, e depois nos estados. 
Os petistas acreditam que até os registros das candidaturas presidenciais, em agosto, “muitas águas correrão por baixo das pontes”.  O partido já prepara farto material de campanha e diz que, preso ou solto, Lula é o candidato. “Só existe o Plano L, de Lula”, afirma.
Desde o mês de março, o PSB vem se reaproximando de suas origens de centro-esquerda. Favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, em 2016,  rompeu com o presidente Michel Temer e abriu conversas com vários partidos de tendência à esquerda, como o PT e o PDT. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, se reuniu com Gleisi Hoffman, do PT, nessa terça-feira (15), e tem encontro com Carlos Luppi (PDT) nesta quarta (16), em Brasília. 
“O nosso objetivo central será eleger nossos governadores, temos 10  nomes competitivos, Renato Casagrande é um deles, e fazer uma bancada com 35 a 45 deputados”, afirma o presidente nacional do PSB.

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