Seculo

 

A montagem da cena


25/05/2018 às 19:35

A quatro meses da eleição de outubro, a classe política se articula na montagem de chapas competitivas e os candidatos aos cargos majoritários buscam estabelecer composições fortes em torno de candidatos que sejam, na realidade, puxadores de votos nos municípios interioranos, o que está diretamente relacionado aos prefeitos.

Na Grande Vitória, os dois maiores colégios eleitorais do Espírito Santo, Vila Velha e Serra, os prefeitos se articulam para marcar ponto na disputa. Audifax Barcelos (Rede), da Serra, permanece sem emitir sinais claro sobre quem apoiará, mas aliados mais próximos demonstram que a senadora Rose de Freitas (Podemos) tem tudo para ser a agraciada.

Esse fato lhe dá vantagem sobre os outros dois candidatos ao governo do Estado, Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (MDB), com um forte adicional favorável: o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), também pende para o lado da senadora, embora já tenha declarado que seu candidato ao Senado é o deputado estadual Sergio Majeski (PPS), apoiado por Casagrande. .

Em Viana, o prefeito Gilson Daniel, do mesmo partido de Rose, apesar de já ter sido ligado a Hartung, é aliado da senadora, enquanto que o de Cariacica, Juninho, anteriormente também colado em Hartung, hoje apresenta um posicionamento dúbio mais pró-Casagrande, candidato apoiado por seu partido, o PPS.

Nesse cenário, a posição de Paulo Hartung não é muito cômoda, o que o leva a intensificar os contatos com prefeitos fora da área da Grande Vitória. É para lá que ele tem enviado seus auxiliares mais diretos, como o ex-secretário de Agricultura e candidato a deputado federal, Octaciano Neto (PSDB).

Além disso, o governador não mede esforços para rodar o interior, acompanhado de secretários e dirigentes de empresas públicas e do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (PRB), oficialmente candidato à reeleição, mas apontado como vice na chapa de Hartung.

Renato Casagrande, bem situado nas pesquisas e com aparente vantagem sobre os demais candidatos, já se prepara para montar a equipe de campanha e busca um especialista de fora do Estado, enquanto se articula em torno de um nome para vice.

Um cenário ainda morno, mas que promete ter a temperatura alterada a partir de junho, quando vai se aproximando a campanha propriamente dita e a revelação de novos fatos. Bons para uns, ruim para outros.

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