Seculo

 

Petroleiros realizam ato no Centro de Vitória nesta segunda-feira


28/05/2018 às 08:06
A Federação Única dos Petroleiros (FAP) e seus sindicatos realizam, às 13h desta segunda-feira (28), um Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações em todo o Sistema Petrobras. O objetivo, como apontam, é denunciar os interesses por trás da política de preços de combustíveis, feita sob encomenda para atender ao mercado e às importadoras de derivados. Em Vitória, o ato será realizado na Praça Costa Pereira, no Centro.
 
A categoria já anunciou uma greve nacional de advertência de 72 horas, a partir desta quarta-feira (30). Os trabalhadores do Sistema Petrobras apontam que o movimento é para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente da estatal, Pedro Parente.
 
"A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobras. Desde que Pedro Parente implantou, em outubro de 2016, uma nova política de preços, obrigando a Petrobras a praticar a paridade com o mercado internacional, ele vem prejudicando a população brasileira e beneficiando as importadoras de derivados", ressalta o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES).
 
A entidade cita dados da Fecombustíveis, apontando que, só no último ano, os preços da gasolina subiram cerca de 50%. Paralelamente a isso, os gestores reduziram a carga das refinarias, que estão operando com 75% da capacidade em vários estados do País.
 
"Nesse cenário, a exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recorde. Estamos pagando preços absurdos pelos combustíveis num país onde o petróleo é nosso, o refino é nosso e a distribuição é nossa. É uma política desastrosa e entreguista para privilegiar o mercado internacional e não o povo brasileiro", afirma o vice-coordenador do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffmann.
 
O Sindicato reafirma que não se trata de uma greve corporativa, por melhores salários ou condições de trabalho, e sim "para defender a Petrobras como patrimônio nacional e pelo povo brasileiro que merece que o lucro da empresa permaneça no país e seja investido em saúde, educação e cultura".

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Cara e crachá

Uns publicaram vídeos e notas nas redes sociais, outros só notas, outros nada. Mas a CPI da Lava Jato continua na conta dos deputados arrependidos

OPINIÃO
Editorial
A Ponte da Discórdia
Terceira Ponte entra novamente no centro dos debates políticos em ano eleitoral. Enquanto isso, a Rodosol continua rindo à toa...
Piero Ruschi
O Governo do ES e seu amor antigo ao desamparo ambiental
Mais um ''Dia Mundial do Meio Ambiente'' se passou. Foi um dia de ''comemoração'' (política)
Gustavo Bastos
Conto surrealista
''virei pasta para entrar mais fácil na pintura de Dalí''
Bruno Toledo
Estado sem PIEDADE!
As tragédias que se sucedem no Morro da Piedade sintetizam as contradições mais evidentes e brutais do modelo de sociedade e de Estado que estamos mergulhados
Geraldo Hasse
Mundo velho sem catraca
Cinquenta anos depois, é possível fazer um curso técnico por correspondência via internet
Roberto Junquilho
Hartung, o suspense
O governador Paulo Hartung mantém o suspense e pode até não disputar a reeleição em 2018
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Entre a salada e o vinho
MAIS LIDAS

‘Lutava contra um sistema podre e falido com os braços amarrados. Agora estou livre’

Visita de interlocutores de Hartung a Rodrigo Maia sinaliza mudança de cenário

Juiz Leopoldo mais próximo de ir a Júri Popular por assassinato de Alexandre Martins

Hartung, o suspense

Contrato do governo do Estado com a Cetesb sobre poluição do ar continua sigiloso