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CPI apura retorno de guinchos e pátios de veículos no Estado


28/05/2018 às 15:52
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia dos Guinchos da Assembleia retomou os trabalhos nesta segunda-feira (28), em uma reunião com o gerente operacional do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Cleber Bongestab. Ele foi convocado para prestar esclarecimentos sobre o retorno do serviço de guinchos e de pátios administrados por empresas terceirizadas no Espírito Santo.
 
Após as investigações realizadas pela CPI sobre irregularidades nos serviços de guinchos envolvendo autoridades de trânsito, empresas rebocadoras de veículos e donos de pátios, o Detran estadual descredenciou o serviço de remoção de veículos por guinchos e os pátios de estocagem de veículos que funcionavam no Estado.
 
O Detran anunciou a reativação do serviço de guincho em janeiro deste ano, sob a justificativa de retirar das ruas veículos cujos motoristas cometerem infrações. Na ocasião, foi anunciado que até o final do mesmo mês, os guinchos iriam operar também em Vila Velha e Cariacica e que, em março, seriam empregados em todo o Estado. 
 
Os pilotos de moto terão que pagar R$ 3,43 por veículo, e os motoristas de automóveis R$ 5,19, cada. Para os veículos de grande porte removidos, os motoristas pagarão R$ 10,38. O motorista paga cada quilômetro a partir da retirada do carro e até o pátio do Detran. O custo irá variar de R$ 34,52 a R$ 103,64.
 
Após dois anos de suspensão, o Detran afirmou que está elaborando processo de licitação para contratação de pátios de veículos removidos pelo órgão e outras instituições de trânsito. Já a licitação para o serviço de remoção de veículos por guinchos foi concluída e será executado pela mesma empresa em todo o Estado.
 
O presidente da CPI, deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), está insatisfeito com o retorno dos serviços por terceiros. Ele manifestou sua indignação, considerando que os carros serão levados para os pátios do Detran e também para pátios arrendados.
 
“Com essa decisão, o Detran está criando problemas com a CPI. Nós comprovamos a existência de um serviço mafioso de terceirizados que usavam os pátios e guinchos para extorquirem a população. E não vamos aceitar de forma alguma que essa prática retorne ao Espírito Santo”, disparou.
 
O colegiado solicitou cópia dos processos de licitação elaborados pelo Detran e vai convocar o presidente da comissão de licitação do órgão para prestar esclarecimentos na próxima reunião da CPI.
 
CPI
 
Instalada para investigar irregularidades no serviço de guinchamento de veículos, a CPI da Máfia dos Guinchos desestruturou um esquema entre agentes públicos e donos de pátio para lesar o cidadão com a apreensão arbitrária de veículos. Expôs também a contratação, via duvidosos processos licitatórios, de serviços de pátio. Constrangeu ex-diretores do Detran-ES, donos de pátio, policiais militares e guardas municipais. Os serviços de estacionamento rotativo também entraram na mira da comissão. 
 
As investigações passam também por denúncias de irregularidades nos contratos de permissão de táxi na Grande Vitória e, em particular, uma licitação que concedeu novas placas de táxi em Vitória. A Prefeitura passou maus bocados para explicar como um grupo de permissionários administrava uma verdadeira frota particular de táxis.
 
O colegiado é presidido pelo deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) e tem como relatora Janete de Sá (PMN). Os outros membros efetivos são os deputados Marcelo Santos (PMDB), vice-presidente; Marcos Bruno (Rede), e Raquel Lessa (SD). A deputada Luzia Toledo (PMDB) é suplente.

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