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Associação dos Servidores do Incaper é obrigada a deixar sede do Instituto


06/06/2018 às 18:11
Após 33 anos utilizando uma sala da sede do Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper), a Associação dos Servidores do instituto (Assin) foi obrigada a deixar o espaço, pois o Estado se negou a renovar o contrato de comodato com a entidade dos trabalhadores.

Em nota publicada em suas redes sociais, a Assin comunica que, a partir da próxima sexta-feira (8), a entidade se mudará para o novo endereço, no bairro Jesus de Nazareth, e critica duplamente o governo estadual, acusando-o de usar “dois pesos e duas medidas”.

“Nos entristece e revolta constatar que uma associação que representa os servidores do Incaper é convidada a sair das dependências de um órgão governamental, ao mesmo tempo em que recebemos a denúncia de que um sindicato patronal ocupa um espaço público, na cidade de Castelo, sem pagar aluguel e ainda ganha dinheiro alugando o estacionamento e os banheiros para realização de feiras. Isso é muito grave! Relocar um espaço público para a população utilizar os banheiros?”, protesta a direção da Assin.

O comunicado também menciona o fato de que, em vários municípios, o Incaper pagar aluguel para manter os escritórios funcionando, enquanto o governo cede espaços públicos para a iniciativa privada. “Até quando situações como essa existirão?”, questionam os servidores.

“Gostaríamos de entender porque o governo usa dois pesos e duas medidas”, inquirem, anunciando que a entidade continuará reivindicando o retorno à sede do Instituto.

A saída da tradicional sede acontece em meio ao acirramento do processo reivindicatório da categoria junto ao governo Paulo Hartung. Na última assembleia, ocorrida em 24 de maio, os servidores expuseram a preocupação com a política de desmonte do Incaper e com os impactos à agricultura familiar, que é responsável pela maioria dos produtos de hortifrutigranjeiros produzidos no Espírito Santo.

A pauta de reivindicações foi registrada no dia 19 de abril, não havendo qualquer movimento do Estado para a abertura da mesa de negociação, como prevê a Lei de Greve, nem por parte da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), nem da diretoria do próprio instituto.

Entre os pontos de pauta negados, estão: revisão do plano de cargos e salários; concurso público; recomposição das perdas salariais; retomada do programa de pós- graduação aos servidores do Incaper; plano de saúde; assegurar a manutenção das especificidades dos quadros de profissionais, não permitindo o remanejamento de servidores de outros órgãos para quaisquer unidades da autarquia; regulamentação do auxílio-creche; e cumprimento dos encaminhamentos firmados referente aos pleitos de 2016.

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