Seculo

 

Reeleição encrencada


09/06/2018 às 08:19
A situação eleitoral no Espírito Santo está cada vez mais desfavorável ao governador Paulo Hartung, consequentemente, mais favorável ao seu antagonista, o ex-governador Renato Casagrande (PSB), apesar de não podermos nos esquecer da senadora Rose de Freitas (Podemos), que está rondando o jogo. É o que está aí, sendo visto por todos.
 
Como já disseram muitos especialistas, e eu não desalinho deles, vai ter segundo turno no Estado. E isso é tudo que não serve ao governador, cujos esforços para consolidar sua candidatura e sua reeleição têm sido inúteis.
 
Casagrande continua crescendo. Levantamentos feitos sobre a preferência dos partidos políticos mostrou que ele dá um banho em PH.  De cada três partidos, dois o apoiam. Este talvez seja o dado mais forte do processo eleitoral capixaba até agora. 
 
É verdade que rumos são rumos. Estamos nos referindo à eleição hoje. Este processo é sequencial e me arrisco a dizer que, no momento seguinte, pode haver alteração no quadro, pendendo para PH ou para Rose. 
 
De minha parte, vou continuar apostando em Casagrande, pois se observarmos o quadro atual, o interior do Estado vai ser desfavorável a PH, tendendo a ser por lá uma disputa entre Casagrande e Rose.
 
A senadora é quem sempre abasteceu as prefeituras que, até outro dia, PH não dava nem água para saciar a sede. Ao contrário de agora, que anda cortejando os prefeitos e destinando recursos para obras. Mas quem ficou no seco nos três mandatos de PH, sabe mais do que todo mundo que estsas coisas de período eleitoral são extremamente tênues, pontuais. 
 
A mudança política é fenomenal. Veja só: Casagrande apanhou e apanhou de PH desde que deixou o governo, sendo que o máximo que fez foi defender-se “gentilmente”. Tinha tudo para ser inviabilizado em uma disputa para governador. Mal falado e pertencendo a um partido de pequeno porte para médio, o que dificulta uma eleição para governador, está aí na disputa, peitando. 
 
PH mexeu muito em casa de marimbondo e está pagando a conta. Foi com a Polícia Militar, com o funcionalismo público em geral, que se sentiu à míngua, e outros coletivos. É muito força contrária. 
 
Eu diria, hoje, sem mirar para trás, que PH, com toda a esperteza que o fez detentor de três mandatos de governador, vai acabar mesmo encontrando alguém para substituí-lo na candidatura ao governo do Estado, para poder, assim, ainda se manter vivo na política capixaba. 

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