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Rejeitado projeto de reeleição de Vinícius Simões na Câmara de Vitória


10/07/2018 às 11:08
A reeleição do atual presidente da Câmara de Vitória, Vinícius Simões (PPS), não encontrou respaldo entre os vereadores, que se negaram a assinar projeto alterando o Regimento Interno da Casa, construído pelas articulações comandadas pelo prefeito Luciano Rezende, do mesmo partido. 
A eleição da nova Mesa Diretora será realizada entre os dias 1º e 15 de agosto deste ano e, como não foi apresentada outra opção, os vereadores contrários entendem que dificilmente haverá tempo para que um novo projeto seja analisado, votado e colocado em vigor dentro das datas previstas. 
 
A segunda opção, para Luciano, é cumprir com o acerto formalizado na eleição passada, em 2016, que colocou na presidência Vinícius Simões. No entanto, essa articulação tem tudo para naufragar, embora isso não represente, necessariamente, a perda de poder do executivo no legislativo municipal. 
 
Os acertos fechados em 2016 sinalizaram que, neste ano, o eleito seria o líder do Governo na Casa, vereador Leonil Silva, também do PPS, garantindo ao prefeito a manutenção do controle da Câmara. O nome de Leonil, no entanto, encontra  rejeição, que inclui até mesmo vereadores aliados, formando um bloco de seis integrantes, o que significa a maioria em um total de 11 votantes. 
 
Embora mantendo a mesma disposição em apoiar a atual gestão, os vereadores Cleber Félix (PP), Neuzinha Oliveira (PSDB), Sandro Parrini (PDT) e Luiz Paulo Amorim (PV) teriam rejeitado o nome de Leonil, segundo informações que circulam na Câmara de Vitória. 
 
As articulações em torno de um nome fora das pretensões do prefeito Luciano Rezende sinalizam que o candidato de consenso, com o apoio da maioria do plenário, poderá sair do grupo formado por Cleber Félix, Luiz Paulo Amorim e Sandro Parrini. 
 
Se essa tendência se confirmar, o prefeito Luciano Rezende não perderá totalmente o controle da Câmara, mas terá reduzida sua influência na condução dos trabalhos da Casa. 
 
Mais uma vez, quem sai desgastado nessa movimentação é Leonil, da mesma forma que na última disputa municipal. Na época, ele construiu uma chapa que contava com todos os nomes para a ocupação dos cargos da Mesa Diretora.
 
O desmonte do grupo de Leonil começou com a saída do vereador eleito, Roberto Martins (PTB). Outro que também fragilizou a chapa ao deixá-la foi Deninho (PPS). A partir daí, o grupo foi se desfazendo e o único caminho que restou foi a candidatura única de Vinícius Simões.

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