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Jader Mutzig Bruna troca presidência do Iema por cargo na Fundação Renova


12/07/2018 às 15:19
O bacharel em Direito Jader Mutzig Bruna decidiu trocar o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) pela Fundação Renova, criada para executar os programas e ações de compensação e reparação dos danos socioambientais advindos do rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco/Vale-BHP, ocorrido em cinco de novembro de 2015.

Diretor-presidente do órgão desde janeiro último, quando substituiu a advogada Andreia Pereira Carvalho, Jader teve sua exoneração publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (12).

No Decreto nº 1038-S, a informação é de que a exoneração ocorreu a pedido. Um dia antes, a notícia foi anunciada para os servidores do Instituto, quando a “oportunidade” surgida na Renova foi informada, pelo próprio Jader, como motivo da troca de cadeiras. Em seu lugar, assumirá a presidência do Iema o atual diretor técnico da autarquia, Sergio Fantini de Oliveira.

A Associação dos Servidores do Iema (Assiema) reivindicou, na reunião, que seja feita a nomeação de uma nova diretoria técnica, com servidores do Iema, mas não obtiveram qualquer garantia sobre o pleito. Afinal, em ano eleitoral, os cargos de diretoria do órgão ambiental estadual “valem ouro” nas permutas políticas.

Renovando a impunidade

O rompimento de Fundão é considerado o maior crime ambiental do país e o maior da mineração mundial. E continua impune, tanto na esfera criminal quanto ambiental, pois os responsáveis ainda não foram presos, tamanha a lentidão da tramitação do processo criminal, tampouco foram pagas as multas aplicadas pelos órgãos ambientais federais, estaduais e municipais.

Segundo informado pelo professor José Claudio Junqueira, da Faculdade Dom Helder Câmara/MG durante a IV Conferência Internacional de Direito Ambiental, realizada em junho pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), apenas R$ 10 milhões dos R$ 646 milhões em multas emitidas contra a Samarco/Vale-BHP estão sendo pagos, em 60 prestações.

A “governança dos danos do crime”, centralizada na Fundação Renova e no Comitê Interfederativo (CIF), também é questionada pelos Ministérios e Defensorias Públicas, devido à falta de participação dos atingidos, que continuam sem serem devidamente atendidos, passados quase três anos do crime. 

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