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Professor denuncia direção de escola por discriminação religiosa e assédio moral


12/07/2018 às 15:36
O professor em Designação Temporária (DT) e bacharel em Direito, Fabricio Martins de Freitas, registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) contra a Escola Estadual Coronel Olímpio Cunha, localizada no bairro Santana, em Cariacica. O docente alega que sofreu discriminação religiosa por ser Adventista do Sétimo Dia e também assédio moral, ao ser depreciado enquanto profissional na presença de terceiros. 
 
Fabrício conta que tem contrato de um ano como professor em Designação Temporária, que teve início em 22 de fevereiro deste ano até o próximo dia 22 de dezembro. Lecionando a disciplina de Direito Trabalhista, o professor explica que, ao ser chamado para lecionar, explicou que em função da religião, não daria aulas na sexta-feira à noite; por isso, estaria disponível para a carga horária de 16 horas semanais, sendo quatro horas de segunda a quinta.
 
A Direção da escola aceitou o professor, mas reduziu a carga horária de 16 para oito horas semanais. Para o docente, já era indício de discriminação. “Eu poderia dar as 16 horas, mas a direção resolveu reduzir para oito, depois que disse que era adventista”, explicou.    
 
No dia 9 de julho deste ano, por volta das 20h, o professor conta que sofreu assédio moral e humilhação quando a diretora da escola, Sandra Vieira Alves, a pedagoga Vanusa e a coordenadora Andreia o chamaram em particular para informar que seu contrato seria reincidindo. O motivo, segundo Fabrício, seriam dois: o fato de ele não dar aulas na sexta-feira à noite por ser adventista e porque outro professor “era melhor do que ele”.  
 
O professor não aceitou assinar a rescisão do contrato e, além disso, registrou um Boletim de Ocorrência no Departamento de Polícia Judiciária de Cariacica por discriminação religiosa. “Estamos em ano eleitoral e, assim sendo, nenhum servidor, incluindo os DT’s, pode ser demitido depois do dia 7 de julho até o dia 7 de outubro. Não aceitei e estou fazendo um recurso para apresentar à Superintendência de Educação de Cariacica”, disse o professor, que atua na rede estadual desde 2006.
 
“Vou aguardar a resposta da Sedu e, mesmo que o contrato não seja reincidido, pretendo ingressar na Justiça por assédio moral e discriminação religiosa. A não ser que a diretora, coordenadora e a pedagoga se desculpem em público pelo que fizeram”. 

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