Seculo

 

Sem piscar


12/07/2018 às 20:57
Mesa de negociação reaberta, encontros, desencontros e alianças. Assim como o grupo ligado a Paulo Hartung, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) avança nas articulações em busca de acomodação no novo cenário na disputa estadual após a desistência do governador. Nesta quinta-feira (12), como programado, se reuniu com lideranças da frente de partidos formada por PSC, PTB, PTC, PV, PPL e Avante, que tem chapas completas para Assembleia Legislativa (150 candidatos) e Câmara dos Deputados. Saiu de lá com o apoio declarado do Avante e o acerto de se reunir com cada legenda, separadamente, para consolidar as demais parcerias. Um dos passos mais importantes para seu palanque, porém, poderá ser dado nesta sexta-feira (13), caso se confirme a informação de bastidores de que ele tem um encontro marcado com o senador Magno Malta (PR), que virou a bola da vez das atuais movimentações. Candidato à reeleição, até que se prove o contrário, o caminho de Magno dirá muito da disputa majoritária no Estado. Não só por sua alta cotação de votos, mas porque está na mira de alcance dos partidos da base, que esperam contar com ele na chapa do candidato que carregará a marca palaciana na corrida ao governo. O cabo de guerra já está armado!
Falta
Pela lógica, deveria ser Casagrande. Afinal, Magno vem se posicionando do lado oposto a Hartung e o movimento que está aí e do grupo do governador. Mas a tal da lógica, em política, quase sempre falta. 
Novo-velho
Quem, tudo indica, não iria gostar de avanços nesse sentido, é o deputado estadual Sergio Majeski, candidato ao Senado pelo PSB. No Facebook, ele mostrou a contradição da “defesa do novo” pela população e os números das pesquisas eleitorais divulgadas até agora nos estados, onde lideram figuras carimbadas do mercado - Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB). “O problema são os políticos ou os eleitores?”, questiona.
Quase lá
Até outro dia uma das principais “noivas” das eleições, o deputado federal Sérgio Vidigal, com o seu PDT, se mantém mais distante das novas articulações do cenário eleitoral após o desarme de Hartung. Mas, em Brasília, a aliança entre seu partido e o PSB está cada vez mais próxima de se consolidar. Vai seguir o fluxo ou remar contra a maré, mesmo sem Hartung na disputa?
Fusão
Para além de aliança na eleição presidenciável com a candidatura do Ciro Gomes, o PDT e PSB discutem a possibilidade de fusão das siglas em 2019. Lideranças entendem que isso possibilitaria superar a cláusula de desempenho, conquistar espaços em comissões na Câmara, ampliar o tempo de TV e reforçar o caixa. Aí, mesmo, é que Vidigal não terá como escapar. 
Segurada
A classe política parece ter dado uma mergulhada depois do fuzuê do anúncio de Hartung. Internamente, se movimentam freneticamente, mas, para fora, pisaram no freio – ou melhor, resolveram disfarçar.
‘Tapa na cara’
Candidato do Psol ao governo do Estado, o advogado André Moreira usou as redes sociais para falar do convite de Hartung ao jornalista Willian Waack, que rendeu palestra à equipe de governo nesta quinta-feira (12), no Palácio Anchieta. “Me senti tomando um tapa na cara”, criticou, lembrando que o evento ocorreu no mesmo local onde o movimento negro foi impedido de entrar pela segunda vez em poucos meses.
‘Tapa na cara’ II
Moreira disse ainda que Hartung acolheu “um racista confesso” e que, como negro, exige uma retratação por essa ofensa indescritível. “Somos mais de 57% da população do Estado e não participamos nem de 10% dos cargos no Executivo, no Legislativo e no Judiciário”, completou, alertando que racismo é crime inafiançável e imprescritível, e quem o comete não pode ser tratado com honras de Estado.
De perder a conta
Ano de eleição, o deputado estadual Esmael Almeida (PSD) tira menos ainda os olhos do eleitorado evangélico. Nesta quinta-feira (12), mais  homenagens, desta vez, destinadas a 50 pessoas da Convenção Evangélica dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo (Cemades). O motivo também não muda: aniversário da entidade.
Grupinho
A Cemades agrega pastores e evangelistas das Assembleias de Deus, território muito disputado por políticos. Na mesa, em meio aos holofotes, o nome incensado nestas eleições pela Convenção das Assembleias de Deus (Cadeeso), Jurandy Loureiro (PHS), o senador Ricardo Ferraço (PSDB), e o ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PSD). Todos eles candidatos.
PENSAMENTO:
“Tartarugas conhecem as estradas melhor do que os coelhos”. Khalil Gibran

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
'Devoção' cega

Enquanto lideranças partidárias ecoam o ‘Volta Hartung’, o próprio lava as mãos e deixa seu exército fiel em apuros nas eleições deste ano

OPINIÃO
Erfen Santos
O Cidadão Ilustre
O filme suscita reflexões pertinentes sobre prêmios literários como o Nobel, que rejeitou grandes escritores
Geraldo Hasse
Notícias do fundo do poço
Se não ceder às pressões externas, a Petrobras pode voltar a liderar a economia
JR Mignone
A importância das eleições
Cada empresa de comunicação tem de se esmerar nas campanhas, sem partido ou cores políticas
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Último desejo
MAIS LIDAS

Ministério Público investiga suspeita de cartel em licitações da Secretaria de Agricultura

Amancio, um cantador da capoeira

Vagas no Senado viram a grande disputa deste ano no Espírito Santo

'Devoção' cega

A quadrilha democrática da Rua Sete