A Vale não liga para a tragédia e só quer aparecer bem na foto

Roberto Junquilho

Finalmente, 20 dias depois da tragédia de Mariana, a Vale sai da moCapa folhaita em grande estilo, como manda o figurino das grandes corporações. Cavou a manchete de capa da Folha de São Paulo (foto) e desse modo iniciou o gerenciamento da crise em que está metida por ser protagonista de um dos maiores crimes ambientais da história, papel que relutou em aceitar até agora. Não pense que a crise de que se ocupa a Vale está relacionada às vítimas do rompimento das barragens da Samarco, que atingiu milhares de pessoas e devastou a bacia do Rio Doce. Nada disso, a preocupação é outra: resguardar sua imagem perante os mercados. Leia mais

A Samarco não é vítima, lembre-se disso!

Roberto Junquilho

A Samarco/Vale/BHP é a responsável direta pela tragédia provocada pelo rompimento de duas barragens de rejeito de minério de ferro na cidade de Mariana, Minas Gerais, no dia 5 deste mês, matando pessoas, bichos e o rio Doce, causando uma devastação ao meio ambiente como nunca existiu e protagonizando um dos maiores crimes ambientais do planeta. A empresa não é vítima, isso tem que ser dito várias vezes, é preciso repetir a frase, incansavelmente, visando estabelecer um contraditório à postura de parte da imprensa e de agentes públicos, para que haja, efetivamente, a apuração rigorosa de responsabilidades.

Como sempre, a manipulação de informações busca mudar o foco para favorecer a empresa, coincidentemente muito generosa na liberação de dinheiro para campanhas políticas, estabelecendo dessa forma um clima de generosidade e simpatia. Uma clara demonstração desse relacionamento foi a reunião do diretor comercial da Samarco, Ricardo Carvalho, nesta semana, com membros da comissão formada na Assembléia legislativa do Espírito Santo para apurar as responsabilidades pelo crime. Vários deles receberam doações da mineradora na última eleição. Leia mais

Quem paga a conta da tragédia de Mariana?

mariana_valeRoberto Junquilho

O rompimento de duas barragens da Samarco na região de Mariana, Minas Gerais, está na ponta do noticiário, com prejuízos que afetam vários municípios e centenas de famílias no Espírito Santo e Minas Gerais. Muitos discursos, comissões, movimentação política, ações de solidariedade. Estranhamente, porém, os responsáveis diretos pela tragédia, os diretores da Samarco – leia-se Vale e BHP -, pouco tem aparecido no noticiário para explicar o ocorrido, ou seja, a empresa não está sendo cobrada e se manifesta, basicamente, por meio de discretas notas oficiais.

Onde está o jornalismo investigativo, tão aguerrido em outras situações, em especial as que envolvem pessoas ou instituições atuantes fora dos círculos de interesse das empresas midiáticas? A imprensa vai permanecer unicamente na cobertura dos danos ambientais, mostrando a tragédia que atinge centenas de famílias sem questionar os autores do crime?  A Vale, que controla a Samarco, tem o dever de vir a público para explicar detalhadamente o que ocorreu, esclarecendo se os pontos relacionados à segurança das barragens que foram colocados pelo Ministério Público, em 2013, receberam a devida acolhida ou foram negligenciados, como tudo indica. Leia mais

Falta de projeto turístico deixa Vitória sem ver navios de luxo

Terminal de Passageiros no Porto de Vitória. cenário de do abandono
Terminal de Passageiros no porto: cenário de abandono do turismo na cidade

Candidato à reeleição, o prefeito Luciano Rezende passa por uma fase politicamente desconfortável em um ano pré-leitoral.  Rompido com o governador Paulo Hartung, alvo de seus acenos constantes, sem, no entanto, encontrar resposta, e conservando em banho-maria o relacionamento com o ex-governador Renato Casagrande, ele vê um cenário mais escuro com a movimentação de vereadores em direção a Luiz Paulo Vellozo Lucas, ex-prefeito a quem derrotou em 2012 na corrida para a Prefeitura de Vitória, e a falta de entrega de obras à população. No setor de turismo, por exemplo, a falta de infraestrutura levou a cidade a perder a atracagem de navios de luxo com turistas recheados de dólares. Leia mais