1984 é agora

big-brother

Roberto Junquilho
“Era um dia claro e frio de abril, e os relógios marcavam uma da tarde”. Assim começa 1984, o último livro de George Orwell, uma pesada narrativa a denunciar os excessos de regimes totalitários, nos quais atrocidades contra as liberdades individuais são cometidas naturalmente, acobertadas por uma lei impiedosa e cruel, orquestrada pelo Big Brother, o Grande Irmão, que tudo pode, tudo vê.
O abril que chega nesta semana traz esse mesmo clima sombrio, em nosso País, mostra uma dura realidade e nos remete a traidores como Temmer e tantos outros, a juízes travestidos de ativistas políticos e extremamente vaidosos, como Moro, Tofoli, Carmem Lúcia, que afirmam ser o impeachment legal, mesmo sem existir comprovação de qualquer delito; a Gilmar Mendes, um do líderes golpistas. Com o abril vem também a perplexidade de assistir um Eduardo Cunha, velho achacador dos cofres públicos e réu em processos de corrupção, dar as cartas nesse processo, acobertado por uma mídia que deixou para trás todos os conceitos éticos e morais, marca que se encaixa também na nossa classe política, havendo apenas pouquíssimas exceções. Leia mais