Os tanques de guerra e a marcha dos insensatos

Roberto Junquilho

Uma semana depois do início da paralisação dos policiais militares reivindicando melhorias salariais, e ainda aturdido com os acontecimentos, ouço aplausos de vizinhos quando vejo o comboio das Forças Armadas borrar a paisagem de  Vitória, em mais um “Dia do Bandido” nesta quinta-feira (9.2). O saldo é assustador: mais de 100 homicídios no Estado, saques no comércio, incêndios, roubos, assaltos, agressões, ódio, intolerância e insensatez, um medo coletivo.

Ao invés de buscar o diálogo com o comando da paralisação da Policia Militar, o governo do Estado optou pela adoção de mecanismos extremos que resultam em um confronto aberto, simplesmente para manter sua política de ajuste fiscal que rende dividendos políticos, infla orgulho e exalta vaidades, mas está longe de resolver a questão. O governo afirma não ter caixa para bancar melhorias salariais reivindicadas pelos PMs e também por professores e o funcionalismo em geral, mas, de outro lado, concede isenção fiscal no montante de mais de R$ 4 bilhões até 2018. Leia mais