Militares liberam e soldado será 1ª a casar de farda com outro homem

militares-liberam-homem-a-casar-com-outro-de-farda_735445Em 178 anos de história da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, pela primeira vez um homem foi autorizado a utilizar a farda de gala da corporação para casar com outro homem. A Blasting News já havia dado destaque para o caso polêmico mais cedo, quando o casal ameaçava entrar na justiça, caso a corporação não cedesse ao gesto tão sonhado por um soldado, que bate continência há dez anos. O nome do soldado é Miguel Martins, de 29 anos. De acordo com a ‘Folha de São Paulo’ em reportagem publicada nesta sexta-feira, 03, os militares já autorizaram o casamento. 

O Solgado Miguel faz um trabalho importante no Rio Grande do Sul. Ele ajuda a controlar a fronteira entre Brasil e Argentina. No mesmo período em que se encantava pela carreira militar, Miguel se reconhecia publicamente homossexual. Ele contou para família que se atraía para outros homens e aos poucos foi dizendo isso para a sociedade, sem temer o preconceito que poderia vir com a sua condição sexual. No ano passado, Miguel se apaixonou por outro homem, um modelo. O sortudo é Diego Souza, de 21 anos. 

Os dois estão noivos desde o início deste ano. Nas redes sociais, eles não escondem a intimidade. A dupla troca beijos e publica fotos de eventos em família e amigos, tudo o que um casal comum costuma fazer nos seus momentos de lazer. O casamento dos dois já está marcado. Esse será realizado no dia 23 de dezembro. O evento promete ter muita pompa e acontecerá em um clube da região. A festa deve ser ao estilo campestre, à luz do dia, aproveitando o verão na fronteira, considerado extremamente belo.

A corporação sabe do relacionamento, mas o soldado revela que a maioria o trata com respeito. De acordo com o militar, o preconceito que existe é velado, tendo colegas falando por trás. Ele revela que já viu comentários preconceituosos na internet, mas que decidiu mostrar que é possível ser feliz amando outro homem. A Brigada do Rio Grande do Sul segue o exemplo de outras instituições pelo planeta e liberou o soldado para se casar de farda.

# É  Manchete.

Pink Money movimenta o turismo no Brasil.

smiley_do_orgulho_gay_3d_poster-r2ded3359913c4fd5ae70aff1fffd8a72_awet_8byvr_324A Fundação Cesgranrio em parceria com o Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo do Rio de Janeiro, órgão da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ, fizeram uma pesquisa em seis bairros do Rio de Janeiro, de 2 a 20 de janeiro, com cerca de 700 turistas internacionais LGBT.

Segundo o coordenador do trabalho Bayard Boiteux, o intuito foi identificar o perfil do turista e com base nos dados, criar políticas específicas para melhorar o atendimento, já que esse tipo de viajante gasta em média duas a três vezes mais que um turista héterossexual.

 De acordo com a pesquisa, 75% do público LGBT que visita o Rio são homens e, em sua maioria, possuem nível superior.

 Um aspecto positivo para a cidade, é que cerca de 70% dos entrevistados apontaram o Rio como cidade gay friendly.

 Já, se tratando de aspectos negativos, 35% dos turistas apontaram a falta de informação do segmento, enquanto 24% se queixaram da segurança.

 

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Estar atento ao potencial turístico de um cidade ou região e um fator relevante da economia. Hoje cada vez mais o dinheiro rosa (Pink Money),  vem se impondo principalmente no turismo. Vitória precisa rapidamente despertar para esse segmento, primeiramente seguindo o exemplo de cidades como Salvador, e o próprio Rio de Janeiro .

Cuidado com o retrocesso

Favorito de Michel Temer para substituir Teori Zavascki no STF, Ives Gandra Filho é dono de posições extremamente conservadoras. Para o jurista, a união homossexual é comparável à relação entre um cachorro e uma mulher. Gandra diz ainda que esposas devem ser submissas aos maridos.

Ives Gandra Filho é um dos nomes favoritos para assumir a vaga deixada por Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF).

Católico fervoroso e dono de posições extremamente conservadoras em relação aos costumes, Ives Gandra Filho fez voto de pobreza e de castidade, em nome da crença religiosa e de uma “decisão de Deus”.

Filho do jurista e tributarista Ives Gandra Martins e sobrinho do pianista João Carlos Martins, Gandra Filho é o atual presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) — o que lhe dá título de ministro.

Ele tem o apoio declarado do presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e a simpatia do presidente Michel Temer. Mas sua eventual indicação enfrenta resistência da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e de movimentos sociais.

No artigo, de 2012, o presidente do TST defende que as mulheres sejam obedientes aos maridos, compara a união homossexual ao casamento de mulheres com animais e critica a possibilidade de casais se divorciarem. “O princípio da autoridade na família está ordenado de tal forma que os filhos obedeçam aos pais e a mulher ao marido.”

No entendimento do ministro, na união homossexual, como os parceiros possuem “compleição física e psicológica semelhantes, fica de antemão vedada a possibilidade de que haja a mencionada complementaridade dos contrários”.

Segundo ele, ao reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, em 2012, o Supremo “acabou por esvaziar o sentido da união homem-mulher”.

“Por simples impossibilidade natural, ante a ausência de bipolaridade sexual (feminino e masculino), não há que se falar, pois, em matrimônio entre dois homens ou duas mulheres, como não se pode falar em casamento de uma mulher com seu cachorro ou de um homem com seu cavalo (pode ser qualquer tipo de sociedade ou união, menos matrimonial)”, escreveu.

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Brasília - Presidente Michel Temer recebe os cumprimentos do presidente do TST, Ives Gandra da Silva Martins Filho, no seminário comemorativo dos 75 anos da Justiça do Trabalho e 70 anos do TST (Marcos Corrêa/PR)