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O filme "A Frente Fria que a Chuva Traz" é de uma precisão ímpar

Dezoito anos afastado das salas de exibição brasileiras seriam mais que suficientes para os mais críticos classificarem o cineasta mineiro Neville de Almeida de ultrapassado, 37 anos depois de liderar as bilheterias nos anos 70, com A Dama do Lotação. Sem conseguir repetir os mesmos sucessos em seus outros trabalhos, Neville pareceu para mim, exatamente isto, um ultrapassado.

Em entrevista para a televisão, o diretor afirmou que possui em casa mais roteiros escritos, entre curtas, longas e documentários, que em sua maioria não saem do papel.

Assistir à Frente Fria que a Chuva Traz foi uma revelação, uma grata surpresa para mim, insatisfeito que estou com a geração passada, pois esta não se atualiza, deixando nosso cinema obsoleto.

O filme apresenta um retrato realista da sociedade carioca do século XXI. Um grupo de jovens de classe média alta alugam uma laje na favela de um sujeito chamado Gru. Mesmo vivendo confortavelmente em suas casas, eles preferem a vista do morro. 

Em resumo, me enganei totalmente quanto ao diretor, o filme é de uma precisão ímpar. Neville entendeu nossa sociedade melhor do que a maioria dos cineastas da nova geração e, principalmente, mais do que os da antiga.

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