Carreira solo

Aridelmo queria apoio de Hartung e do MDB, mas acabou só com o PMB. A estratégia é qual, afinal?

A candidatura ao governo do empresário Aridelmo Teixeira, ligado à conhecida ES em Ação, surgiu em meio às turbulências da desistência à reeleição do governador Paulo Hartung, mas logo de cara não convenceu. Vieram as reviravoltas, mudanças de lado, articulações a torto e a direito, e o PTB passou a se esforçar para apresentar Aridelmo ao eleitorado como o defensor ideal do legado de Hartung, afinal, muitas coisas – leiam-se interesses e amigos - eles têm em comum. E têm mesmo! A movimentação se concentrou, então, em receber o apoio do governador e de seu partido, o MDB. Hartung nada fez, pelo menos oficialmente, e os comentários de bastidores jogaram luz numa possível aliança com o seu partido, após conversas com o presidente estadual da legenda, Lelo Coimbra. As convenções se encerraram, rolou um suspense sobre a coligação do MDB, mas o partido acabou mesmo nos braços da senadora Rose de Freitas (Podemos) e, pelas declarações de Lelo à TV Século, não é uma aliança de figuração. Eles vão partir para o enfrentamento, principalmente contra o ex-governador Renato Casagrande (PSB). No final das contas, ao PTB restou apenas o nanico PMB. Aridelmo é candidato mesmo? Permanece a desconfiança. Sim, como indicam os registros e os discursos nas redes sociais. Mas onde vai dar esse palanque vazio, encabeçado por um desconhecido do eleitor? E do lado de quem, de fato? A estratégia é...

Juntos e misturados
Para além das relações Aridelmo - ES em Ação – Hartung, o próprio PTB, comandado pelo ex-vereador de Vitória, Serjão Magalhães, também está na estrutura do governo, colado, colado. Ainda cabem mudanças até a próxima quarta-feira (15)?

Tudo em casa
A propósito, o grande empresariado capixaba está com um leque de opções. Destaques para quem transita nesse meio há tempos, perpetuando as relações de poder que sempre nortearam os governos no Estado: o próprio Aridelmo, Casagrande e Rose.

Me engana
Ainda sobre Aridelmo, os discursos dele nas redes sociais até tentam puxar para o lado da “defesa do social”, mas logo esbarram na meritrocracia, até chegar à Escola Viva e à defesa da Reforma da Previdência. A bandeira é do empresariado, e pronto.

Insistente
Para quem não se lembra, ele quase assumiu o comando da Secretaria de Estado de Educação (Sedu) no lugar de Haroldo Rocha, que, por sua vez, iria para o Ministério da Educação (MEC). Haroldo não foi e o empresário, depois de anunciado publicamente, teve os planos frustrados. A meta agora é bem mais ousada.

Desceu
O ex-presidente da Câmara de Vitória, Namy Chequer (PCdoB), recuou da candidatura do Senado. Vai compor a chapa completa do partido à Assembleia Legislativa, que terá 60 nomes, com objetivo de impulsionar a candidatura à reeleição do deputado federal Givaldo Vieira.

Raio-X
O Sindicato dos Servidores Público do Estado (Sindipúblicos), que este ano participa das eleições com uma plataforma que incentiva candidaturas próprias do funcionalismo, iniciou uma série com os atuais parlamentares da bancada capixaba. A ideia é apresentar dados sobre trajetória política e ações de mandato. O primeiro foi o deputado federal Carlos Manato, candidato ao governo pelo PSL, de Jair Bolsonaro (RJ). Confere aqui.

Raio-X II
O sindicato levanta pontos como privilégios (auxílio-moradia; pessoal à disposição custeado pelo contribuinte; gastos por gabinete) e como cada um se posicionou em importantes votações ( acolhimento de denúncia contra Michel Temer; reformas Trabalhista e Previdência; PEC dos Gastos e Terceirização). Um manual necessário, eu diria.

Holofote
Os vereadores de Vitória, capitaneados pelo presidente Vinícius Simões (PPS), não estão mesmo brincando em serviço quando o assunto é visibilidade política. Nesta semana, a Câmara lançou, com pompa e circunstância, um projeto que vende o peixe de “participação popular”, por meio do seu site oficial. Teoria e prática, é o que veremos.

Holofote II
Simões diz que, agora, os moradores de Vitória poderão opinar sobre projeto, com voto online, e propor iniciativas próprias, com necessidade de apoio de três mil pessoas. As demais ações (re) lançadas no bolo já existem.
  
PENSAMENTO:
“Agora eu compreendo que agitação não é vida. É vaidade”. Geraldo Eustáquio de Souza

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