Oposição na Câmara se fortalece e derruba veto de Luciano Rezende

O plenário derrubou nesta quinta-feira o veto de uso misto do Parque Tecnológico, por 11 a 3

A uma semana da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vitória, marcada para a próxima quarta-feira (15), o PPS do prefeito Luciano Rezende começa a perder o controle da Casa. Nesta quinta-feira (9), o Plenário da Casa derrubou, por 11 votos a 3, o veto do prefeito sobre o uso misto do Parque Tecnológico.

Desde o registro da chapa de oposição, no mês passado, o relacionamento entre o Executivo e o Legislativo passa por períodos de tensão, agravados com exonerações de aliados da chapa que concorre com o candidato do prefeito, Leonil Silva (PPS). 

Na sessão desta quinta-feira, os vereadores derrubaram o veto e mantiveram o uso misto para a área onde será construído o Parque Tecnológico, em Goiabeiras: residencial, comercial e tecnológico, com alterações no Plano Diretor Urbano (PDU).  

Votaram a favor do veto, apenas os vereadores Fabrício Gandini, Leonil Silva e Vinícius Simões, todos do PPS.

No texto original do PDU, o Executivo mantinha a área onde será erguido o Parque Tecnológico, em Goiabeiras, somente para essa finalidade. O texto foi modificado pela Câmara, que autorizou o uso misto, então vetado pelo prefeito, cuja decisão foi agora derrubada.    

Pressões

As articulações visando enfraquecer o grupo de oposição estão em andamento por interlocutores de Luciano Rezende, mas até esta quinta-feira (9), o bloco formado por seis dos 15 vereadores mantinha sem alterações a chapa encabeçada pelo vereador Cleber Felix (PP), que “rachou” a base de sustentação do prefeito Luciano Rezende.

“Estamos firmes nesse objetivo e esperamos que até o dia 15 o grupo se mantenha unido. Até agora, tudo está como planejado”, afirmou o vereador Cleber Felix, que, se eleito, tomará posse em janeiro de 2019 e atuará no período de sucessão do prefeito Luciano Rezende, cuja gestão termina em 2020. 

O grupo é formado pelos vereadores Sandro Parrini (PDT), Natan Medeiros (PSB), Davi Esmael (PSB), Dalton Neves (PTB) e Luiz Paulo Amorim (PV), que formalizaram a chapa depois de negociações com representantes do Executivo.

O bloco de seis vereadores contrários ao continuísmo do PPS no comando da Câmara de Vitória conta com o apoio já declarado dos vereadores Roberto Martins (PTB) e Mazinho dos Anjos (PSD), totalizando a maioria dos vereadores, com oito votos favoráveis à mudança no comando da Casa.

A chapa de Cleber concorre com vereador Leonil Silva (PPS), que atualmente é líder do prefeito e candidato a deputado federal nas eleições de 7 de outubro.

Além de Leonil, estão na chapa os vereadores Fabrício Gandini, Vinícius Simões (atual presidente), Deninho Silva, todos do PPS, além de Neuzinha de Oliveira (PSDB) e Max da Mata (PSDB).

Na eleição do atual presidente, Vinícius Simões, em 2016, havia ficado acertado que seu substituto seria o vereador Leonil, a fim de manter o controle no PPS, que ocupa também a presidência de comissões mais importantes e muitos cargos comissionados.

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