Renovação na Câmara Federal vai a 40% com o PT em área de risco

O vice-governador César Colnago (PSDB) também não tem a eleição garantida

Pelo menos quatro dos atuais 10 deputados que formam a bancada capixaba na Câmara Federal deverão ser reeleitos em 7 de outubro, segundo cálculos do mercado político elaborados depois de fechadas as convenções partidárias, no último dia 5. 

As mesmas projeções indicam que o PT estadual corre o risco de ficar sem representação na Câmara dos Deputados, em decorrência do isolamento e, também, das divisões internas motivadas por posturas equivocadas de membros do partido, que provocaram a redução de ativistas. 

Dos dois candidatos do PT à Câmara Federal, Helder Salomão, que tenta se reeleger, e João Coser, os cálculos indicam que apenas um pode chegar lá, mesmo assim, dependendo do resultado da campanha do ex-presidente Lula.  

O mais cotado, de acordo com cálculos, é o deputado federal Helder Salomão. Com um bom desempenho como deputado e uma base forte entre os católicos, ele pode ter uma votação expressiva, mas ainda assim dependerá de uma “puxada” da campanha presidencial do seu partido. 

Nas coligações interpartidárias relacionadas com os candidatos ao governo do Estado, Renato Casagrande, do PSB, leva vantagem sobre a segunda colocada nas pesquisas, Rose de Freitas, do Podemos, seguida de Carlos Manato, do PSL. 

O bloco de Casagrande formou três “pernas”, como são chamadas as coligações entre os partidos. Rose, por ter um número menor de partidos, agregou todos em uma única “perna”, e Manato optou pelo mesmo procedimento. 

Do bloco de Casagrande, a primeira “perna”, formada pelo PSB, Avante, PV, PTC, PSC e PPL, segundo as previsões de lideranças, elege Paulo Foletto (PSB-reeleito) e elege Jorge Carreta (Avante), ex-vice-prefeito de Vila Velha, apoiado pelo prefeito Max Filho (PSDB). 

Na segunda “perna”, com PDT, PSDB, DEM, SD, PRP e PSD, deverão ser eleitos, segundo as projeções, Sérgio Vidigal (PDT - reeleito) e Neucimar Fraga (PSD). Há ainda o vice-governador César Colnago na disputa.

A terceira “perna”, que reúne PPS, PP, PCdoB, Pros, PHS e PSDC, pontua com Josias da Vitória (PPS) e Marcus Vicente (PP). No total, o bloco ligado a Casagrande deverá eleger seis federais. 

Já o bloco de Rose de Freitas, deverá eleger dois, Lelo Coimbra (MDB - reeleito) e Guto Lorenzoni (Rede), apoiado pelo prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). Essa “perna” é formada pelo Podemos, Rede, PMN, PRTB e MDB. 

A “perna” formada pelo PSL, PRB e PR, que tem Carlos Manato como cabeça de chapa ao governo do Estado, deve eleger de dois a três deputados, sendo uma vaga já garantida a Amaro Neto, de acordo com as projeções. Os outros dois com maiores chances são Lauriete e Gilsinho Lopes, ambos do PR.

O cenário pode ser alterado, considerando o desempenho dos candidatos no decorrer da campanha, que começa, efetivamente, no dia 16 deste mês. E, ainda, a capacidade de crescimento de outros nomes conhecidos no mercado político, ressaltando os deputados federais Givaldo Vieira (PCdoB), Norma Ayub (DEM) e Jorge Silva (SD) e o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PPS).

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