O último balanço reforça que o Itaú continua demitindo. O número de empregados da holding no Brasil, ao final do segundo trimestre, foi de 82.213 e teve redução de 3,3%. Mesmo com queda no lucro, ainda que insignificante, não há justificativas para o crescente e contínuo corte de vagas. Isso porque somente com as receitas de prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias – que somaram R$ 16,1 bilhões neste semestre –, o Itaú cobre todas as despesas de pessoal, que totalizaram R$ 9,9 bilhões no mesmo período.
O fim das demissões e mais contratações no Itaú estão entre as principais reivindicações dos bancários na atual Campanha Nacional. O fechamento de agências físicas e a ampliação das digitais também preocupam os trabalhadores. Em São Paulo, já são sete pontos digitais e o Rio de Janeiro já conta uma unidade. A previsão é que até o final do ano o Itaú amplie as agências digitais para outros estados brasileiros.
“O banco utilizará como desculpa a queda nos lucros para negar nossas reivindicações. Não devemos nos curvar e aceitar essa justificativa, pois os lucros continuam bilionários, enquanto o trabalhador bancário vem sofrendo cada vez mais com sobrecarga de trabalho, pressão por metas e condições de trabalho precarizadas. Nossa vitória depende de nossa união e mobilização nesta campanha”, enfatiza o diretor Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, do Sindicato dos Bancários do Estado (Sindibancários-ES).