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Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente opera em condições precárias

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol-ES) inspecionou, depois de dois anos, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Vitória, responsável por apurar e combater crimes praticados contra esta parcela da população. Neste período, a situação de abandono na delegacia, que já era nítida, se agravou.

A estrutura da unidade é pequena para atender à demanda e nenhuma reforma foi feita em dois anos. As paredes têm mofo e infiltrações e, inclusive, uma das salas já foi interditada pela Defesa Civil por não ter capacidade de funcionamento.

O atendimento psicossocial na delegacia continua sendo feito em um espaço que também funciona como uma garagem e o ar-condicionado não funciona. Em contrapartida, a delegacia está constantemente lotada. A garagem que faz as vezes de sala de atendimento foi dividida em dois ambientes, sendo que por ela passa a rede de esgoto local, o que provoca mau cheiro que prejudica o atendimento prestado.

Os policiais atuam sobrecaregados na unidade. São 19 policiais no quadro operacional, sendo duas agentes (uma em desvio de função como escrivã ad hoc e a outra no administrativo), dois investigadores (recepção e administrativo e investigação), uma psicóloga e uma assistente social. Já os trabalhos externos são exercidos por um agente e sete investigadores. São quatro esquipes formadas apenas por dois policiais para atenderem aos municípios de Vitória, Cariacica e Viana, Vila Velha e Serra.

Todos os dias, é registrada uma média de 20 boletins de ocorrência e a delegacia já tem um montante de 4 mil procedimentos e inquéritos policiais que, ou seja, a equipe reduzida dificulta a conclusão destes procedimentos.

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