Além da história da comunidade, localizada em Cachoeiro, anciãos relatam situações de abandono por parte do poder público
O presidente da associação afirma que embora haja uma divisão na comunidade, promovida pelo avanço do pentecostalismo, que costuma tratar como “coisa do Diabo” aquilo que se refere à cultura negra, anciãos de diversas crenças têm mostrado preocupações em comum em relação a Monte Alegre. O grupo de entrevistados é composto por católicos, umbandistas e protestantes de três denominações, todos acima de 70 anos, que, de acordo com Genildo, afirmam não saber como resolver os problemas denunciados.
Outro fator que causa divisão na comunidade é o etarismo, uma vez que os jovens deixam os idosos, que têm muita sabedoria, meio “de lado”. “A juventude sabe coisas que eles não sabem, por exemplo, onde buscar direitos, mas não tem a sabedoria dos idosos”, destaca Genildo. A ideia, afirma, é atrair a juventude para o projeto, questionando-a sobre como pode auxiliar na resolução dos problemas vividos pela comunidade, fazendo esse registro no e-book e despertando nela o desejo de contribuir com melhorias na localidade.

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