Grupo da etnia Warao apontou transbordamento de esgoto e fezes no chão à gestão municipal, sem providências
Um grupo de 29 refugiados venezuelanos da etnia Warao aguarda na Rodoviária de Vitória para ir embora para Juiz de Fora, Minas Gerais, na noite desta quinta-feira (8). Eles estavam há quase quatro meses na Unidade de Inclusão Produtiva de São Pedro, conhecida popularmente como Casa Azul. A retirada do local se deu devido à falta de providências da gestão municipal em relação a problemas causados pelas chuvas. O imóvel alagou, havendo transbordamento de esgoto e permanência de fezes no chão, conforme afirma a coordenadora da Cátedra Sérgio Vieira de Mello pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Brunela Vincenzi, que mantém contato com os Warao.
Brunela relata que eles informaram a servidores da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) sobre a situação, mas não tiveram sua demanda atendida. A informação contraria uma nota divulgada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), que afirma que “os venezuelanos manifestaram na data de ontem (7/12/22) interesse em ir para a cidade de Juiz de Fora, MG”.
Chegou a ser cogitada a possibilidade de abrigá-los na extinta Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Maria Ericina Santos, no bairro Santa Clara, em Vitória. Entretanto, os moradores reclamaram de que em nenhum momento a comunidade foi procurada para dialogar sobre a questão e não sabiam até que ponto a iniciativa poderia afetar o acesso deles ao espaço e fazer com que não haja avanço em reivindicações antigas que dizem respeito à utilização do imóvel.

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