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Apenas três municípios capixabas pretendem retornar às aulas de forma presencial

Vinte adotarão o ensino remoto; trinta e quatro optaram pelo formato híbrido; e 19 ainda não definiram

Apenas três redes municipais de ensino capixabas pretendem retornar às aulas de forma presencial em 2021: Divino de São Lourenço, na região do Caparaó; Nova Venécia, no norte; e Presidente Kennedy, no sul. Os dados são de uma pesquisa feita pela Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e foram apresentada nesta quinta-feira (21). Dos 78  municípios capixabas, 76 responderam ao questionário que embasou o levantamento. As únicas exceções foram São Gabriel da Palha, no norte; e Ibitirama, no Caparaó. 

Vinte municípios, o que corresponde a 27%, afirmaram que este ano o ensino será remoto. Trata-se de Água Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Conceição da Barra, Ibiraçu, João Neiva, Pinheiros, Ponto Belo, São Mateus, Vila Pavão e Colatina, no norte; Fundão e Vila Velha, na Grande Vitória; Atílio Vivacqua, Marataízes, Muniz Freire e Bom Jesus do Norte, no sul; São José do Calçado, no Caparaó; Castelo e Santa Leopoldina, na região serrana. Quarenta e cinco por cento, portanto, 34 municípios, declararam que irão adotar o formato de ensino híbrido. 

Os que adotarão esse tipo de ensino são Alegre, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Irupi, Iúna, no Caparaó; Alfredo Chaves, Domingos Martins e Vargem Alta, na região serrana; Aracruz, Ecoporanga, Governador Lindemberg, Jerônimo Monteiro, Laranja da Terra, Linhares, Marilândia, Montanha, Muqui, Pancas, Pedro Canário e Vila Valério, no norte; Apiacá, Cachoeiro de Itapemirim, Iconha, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Mimoso do Sul, Piúma e Rio Novo do Sul, no sul; Cariacica, Guarapari, Viana e Vitória, na região metropolitana. 
Dezenove municípios, ou seja, 25%, ainda não definiram o formato de ensino. Esses municípios são Afonso Claudio, Conceição do Castelo, Marechal Floriano, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e Venda Nova do Imigrante, na região serrana; Anchieta e Brejetuba, no sul; Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Jaguaré, Mantenópoles, Mucurici, Rio Bananal, São Domingos do Norte, São Roque do Canaã e Sooretama, no norte; e Serra, na região metropolitana. 
‘Sem condições para retorno presencial’
O professor e integrante do coletivo de professores Educação pela Base, Antônio Barbosa, acredita que os dados da pesquisa feita pela Amunes mostram que os municípios compreenderam que não há condições para o retorno presencial. Entretanto, ele faz críticas ao ensino híbrido. De acordo com Antônio, esse formato, por meio do qual 50% dos alunos participam das aulas de forma presencial e outros 50% de maneira remota, alternando-se a cada semana, gera sobrecarga de trabalho para os professores. 
Ele explica que os docentes terão duplo trabalho ao ter que planejar aulas presenciais e, também, lançar no sistema e adaptar a atividade para o modelo presencial. Soma-se a isso, segundo Antônio, o fato de os docentes não terem tempo de planejamento adequado. Segundo o professor, o governo Renato Casagrande (PSB) está pressionando os municípios para que haja retorno presencial. “Se quer tanto esse retorno, o Estado deve priorizar a vacinação dos profissionais da educação”, defende.
Antônio destaca que está sendo criada a impressão de que há vacina para todo mundo, sendo que não há doses suficientes nem para o primeiro grupo que está sendo imunizado, formado por população indígena, trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente da Covid-19, idosos que habitam em instituição de longa permanência e pessoas com deficiência que vivem em residências inclusivas. “O governo do Estado tem que buscar alternativas para comprar vacinas sem depender do governo Federal”, diz. 

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