Atualmente ocupando a Secretaria de Turismo e Cultura de Aracruz, no norte do Estado, o consultor de marketing político, Helder Tabosa Delfino, que se destacou na eleição do ano passado com vitórias importantes, não tira os olhos do processo eleitoral de 2014.
Ele é o entrevistado deste fim de semana de Século Diário, na série sobre a influência das redes sociais e dos movimentos de junho e julho passados no processo eleitoral, e vê com preocupação a utilização das redes nesse processo.
Para Helder, é preciso ter regras claras sobre a utilização desta ferramenta, para que não haja censura e nem apelação. Da mesma forma que o internauta não pode ter cerceado seu direito de comentar os fatos políticos nas redes sociais, essa ferramenta pode ser usada por adversários para atingir a honra dos candidatos.
Ele explica ainda que a classe política não entende como atuar nesse novo meio de comunicação. A comunicação não é interativa, as informações são institucionais e de mão única. Quem não entender como funciona a dinâmica, segundo Helder, vai ficar na contramão da história.
Sobre os movimentos de junho e julho, ele acredita que apesar de as ruas não terem gerado nenhum nome, pressionaram a classe política a fazer uma reflexão da necessidade de se mudar a mentalidade política.
o que significa, necessariamente, investir em políticas públicas e adequar o tempo do poder institucional ao tempo das demandas.
A entrevista com Helder Tabosa vai ao ar neste sábado (21).