A serviço da sociedade

Denúncia de Século Diário repercute e contribui para barrar escândalo de R$ 14 bilhões dos precatórios da trimestralidade

“Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal reside em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem estar público, sua ansiedade em servir à sociedade”. 

O texto acima, de Joseph Pulitzer, um dos grandes inovadores do jornalismo moderno, traduz de forma literal a forma de encarar a tarefa de Século Diário de dar à notícia a característica maior de prestar um serviço permanente à sociedade, independente de crença ou classe social, o que tem lhe valido censura e perseguições de setores com poder de mando. 

Apesar disso, essa marca, que vem desde a sua fundação, em 2000, se mantém na mesma linha editorial, ampliando sua importância com reportagens e outras matérias que denunciam abusos, equívocos e escândalos, obtendo repercussão nacional e internacional e, desse modo, contribuindo para estancar desperdício de recursos e fechar brechas na máquina pública.

Nessa terça-feira (20), o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou a suspensão do pagamento de todos os precatórios da denominada trimestralidade no Espírito Santo, inclusive aqueles que tenham sido objeto de recálculo, até o trânsito em julgado das ações declaratórias de nulidade. As despesas com esses títulos poderiam chegar a R$ 14 bilhões, equivalente a um orçamento anual do Estado.  

A decisão remete o caso à denúncia inicial desse escândalo, divulgada em primeira mão, com exclusividade, por Século Diário, no dia 28 de agosto deste ano, como resultado de uma pauta apurada com devido e imprescindível rigor, levado aos leitores com a qualidade de um texto analítico, que vai além do fato. Por esse viés, se abre o exercício do pensamento crítico, muito acima da narrativa factual. 

Ao denunciar mazelas de agentes públicos, Século Diário tem sido alvo de processos judiciais e censura econômica e financeira, mas, no entanto, nem por isso deixa de prosseguir na trajetória sedimentada como um dos primeiros jornais com uma plataforma diferenciada e inovadora do tradicional impresso, que gera reconhecimento não somente pela qualidade editorial, mas - e principalmente - pelo respeito aos conceitos de ética. 

Ao denunciar o escândalo da trimestralidade, um arranjo criado por um grupo de agentes públicos que poderia provocar um rombo de cerca de R$ 14 bilhões aos cofres do Estado, o jornal se coloca, mais um vez, ao lado da sociedade, como em várias outras ocasiões. 

A suspensão dos pagamentos dos precatórios, com o poder de gerar grupos de milionários às custas do Estado, e a obrigação de recalculá-los se constituem em um passo imprescindível nesta questão. 

O debate jurídico é necessário, a fim de que a Lei da Trimestralidade, revogada depois de três meses, em 1987, não promova um rombo com sério prejuízos para a população capixaba, em detrimento de garantir um prêmio de Mega Sena para poucos, representantes da "nata" do funcionalismo público.  

Século Diário seguirá na sua missão de cobrar e denunciar os escândalos do Espírito Santo.

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para manter ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.