Articulações eleitorais 

O mercado político se agita a um ano do início da campanha, com nomes já conhecidos e só uma novidade: o economista Arlindo Vilaschi, do PT

A um ano do início da campanha para as eleições municipais, o mercado político se agita e, com maior intensidade, entre lideranças que almejam a Prefeitura de Vitória, a segunda mais valiosa vitrine eleitoral do Estado. Com o objetivo de ocupar a chefia da administração da capital, mais de uma de uma dezena de pré-candidatos se articulam para garantir a participação no pleito, em outubro de 2020.  

Na lista de pretendentes, há os que acalentam sonhos impossíveis, experientes gestores públicos sufocados por excesso de autoconfiança e velhas alianças partidárias, técnicos, políticos profissionais. Entre os novos nomes, o do economista Arlindo Vilaschi, do PT. São muitos pré-candidatos declarados e outros que permanecem à espera de oportunidades para se lançarem. O propósito é o mesmo: juntar forças capazes de levantar o eleitorado, cujo nível de exigência é considerado elevado.  

Por conta dessa característica, o deputado estadual Sergio Majeski (PSB) aparece destacado nas avaliações do mercado, por sua atuação na Assembleia Legislativa e uma plataforma eleitoral de mais de 40 mil votos em 2018, que sabe cultivar. 

O parlamentar tenta equilibrar sua pauta assumindo posições firmes contrárias ao governo, mas, de outro lado, evita vestir a camisa de oposição. Sabe que o apoio do governador Renato Casagrande, do seu mesmo partido, terá peso substancial nas eleições, pelo menos no cenário atual. 

É nesse mesmo rastro que o também deputado Fabrício Gandini (Cidadania) se movimenta, apesar de, na semana passada, ele e o prefeito Luciano Rezende, seu mentor, terem acenado ao círculo comandado pelo ex-governador Paulo Hartung (sem partido), escudeiro-mor do apresentador de TV Luciano Huck, que esteve em Vitória. Este, com figura de bom-mocinho em campanha à Presidência da República, apresenta ingredientes semelhantes ao do ex-presidente Fernando Collor, de triste memória. 

O deputado federal Amaro Neto (Republicanos - ex-PRB), eleito com mais de 180 mil votos, oscila entre Vitória e Serra, a depender da estratégia do bloco liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, do seu partido, em articulações para concorrer à sucessão de Renato Casagrande em 2022.

Os bastidores identificam ainda o deputado Lorenzo Pazolini (sem partido), cada vez mais próximo ao PSL, onde se depara, porém, com ruídos procedentes do bloco do coordenador do partido no Estado, Carlos Manato. Tem a opção do PSDB, de portas abertas, com a aquiescência do governador paulista João Dória, dirigente nacional da sigla.  

Do lado do PT, a disputa interna envolve a ex-candidata ao governo em 2018, Jackeline Rocha, a deputada estadual Iriny Lopes e o ex-prefeito João Coser, apontado como responsável pela derrocada no partido no Espírito Santo, entre outros fatores pelo alinhamento com o então governador Paulo Hartung. 

Para pacificar os ânimos, o nome do economista Arlindo Vilaschi começa a ser ventilado, com possibilidade de elevar a posição do partido no ranking eleitoral. Além de ter a cara do PT, Arlindo é visto como uma escolha que será bem acolhida no eleitorado, por sua sólida formação acadêmica e desempenho profissional, e, sobretudo, pelo seu conhecimento dos problemas regionais. 

Na extensa lista, há ainda os vereadores David Esmael (PSB), Mazinho dos Anjos (PSD) e Cleber Felix (Prog), e o vice-prefeito Sérgio de Sá (PSB), em meio a aventureiros sem rumo certo. 

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