Articulações essenciais

Renato Casagrande se articula para garantir clima favorável na futura Assembleia Legislativa

Em seu retorno ao batente, na próxima segunda-feira (3), o governador eleito, Renato Casagrande (PSB), terá a tarefa de anunciar o restante do secretariado e, igualmente essencial ao seu governo, ampliar as conversações em torno da eleição do futuro presidente da Assembleia Legislativa. 

Enquanto o secretariado tem a característica de estar diretamente ligado à escolha individual do governador eleito, apesar de envolver interesses partidários, a formação da Mesa Diretora da Assembleia é marcada por articulações não somente entre as coligações, mas, e principalmente, por diferentes comportamentos dos parlamentares eleitos.

É terreno um tanto desconhecido, onde habitam estreantes na política e integrantes de grupos partidários, como o do PSL do presidente eleito, Jair Bolsonaro, comandado no Espírito Santo pelo deputado Carlos Manato, segundo colocado na corrida ao Palácio Anchieta e potencial candidato à sucessão de Casagrande em 2022.  

Alçado à secretaria que irá cuidar das articulações do governo federal na Câmara dos Deputados, conforme foi anunciado nessa quarta-feira (28), Manato se vê fortalecido na esfera política nacional e regional, e se articula para formar um bloco que possa dar sustentação ao governo, exercendo o controle nos parlamentos estaduais, dentro da estratégia traçada na campanha eleitoral. 

Além desse bloco do partido presidencial, que Renato Casagrande não pode  ignorar, existe o fator Erick Musso (PRB), atual presidente da Assembleia, e "cria" do atual governador, Paulo Hartung (sem partido), a quem deve sua reeleição. Ele se aproxima do governador eleito e tenta ganhar a simpatia de metade da Assembleia que conseguiu manter seus cargos na eleição de outubro. Os outros 50% que foram eleitos são formados por estreantes que ainda precisam ser trabalhados.   

Nesta semana, antes do término do curto período de descanso, interlocutores de Casagrande mantêm as articulações em ritmo acelerado, a fim de traçar um panorama mais aberto sobre as movimentações do governo federal envolvendo atores do Espírito Santo e investidas de outros deputados que almejam chegar à Presidência do Legislativo. Estes, mesmo sem chances, contribuem para retardar as negociações. 

O deputado reeleito Bruno Lamas (PSB) é, de longe, o que mais se movimenta nesse sentido. No entanto, as possibilidades de vitória são muito remotas, por ser do mesmo partido do governador eleito e também por suas ligações com o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), potencial candidato à sucessão estadual nas próximas eleições, em 2022.

Também provável candidato à reeleição, Casagrande não pretende alimentar futuros concorrente. Ressalte-se o fato de que Audifax já foi sinalizado, publicamente, como concorrente ao Palácio Anchieta mesmo antes de o novo governo começar. 

Audifax já conta com outro aliado, Vandinho Leite (PSDB), que poderá, com sua experiência, liderar os outros dois nomes do partido na Assembleia, Marcos Mansur e Emílio Mameri, construindo desta forma terreno perigoso pára Casagrande. Nesse contexto, o nome de Erick volta a ganhar força.

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