Campo de equilíbrio

A classe empresarial recebe bem o nome do senador Ricardo Ferraço para a sucessão estadual

Política e economia sempre andam juntas desde tempos mais antigos. As duas estão intimamente ligadas às relações de poder, a primeira como elemento imprescindível à organização social, a segunda como meio para prover o desenvolvimento da sociedade.

Seguindo essa conceituação, as composições em torno das candidaturas que irão disputar as eleições ao governo do Estado em 2018, como em anos anteriores, percorrem vias em busca de um campo de equilíbrio a fim de evitar rupturas nos relacionamentos.

O surgimento do nome do senador Ricardo Ferraço (PSDB) para disputar o governo em 2018, sinalizado pela vertente do grupo do governador Paulo Hartung, caso ele desista de uma disputa para a reeleição em 2018, movimentou o cenário político (veja matéria nesta edição) que se encaixa nessa afirmativa.

A iniciativa é fruto de conversas reservadas e traz em seu núcleo o receio da classe empresarial de ter um “estranho”  nessas relações de poder, em que se equilibram a força do dinheiro, de um lado, e, de outro, a capacidade de  manter  sob seu controle parte da sociedade.

A classe empresarial não quer rupturas, prefere manter o status quo, que pode ser garantido, também, pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB), seguidor do mesmo modelo, como já foi muito bem demonstrado nos quatros anos em que esteve à frente do governo.

Casagrande e Hartung atuam no mesmo campo político e não oferecem risco de bruscas rupturas. Convivem harmoniosamente com o empresariado, o que possibilita o tão esperado equilíbrio, apesar de, muitas vezes, essa política resultar em prejuízos para a população.

Dentro desse contexto, “estranhos” nesse tipo de relacionamento podem estragar a cena, caso alterem o quadro eleitoral, com a introdução de novas formas de conduzir a gestão pública.

É dessa forma que o nome do senador Ricardo Ferraço ganha força entre os empresários, classe da qual ele tem assumido a representação, inclusive votando favoravelmente em projetos nitidamente impopulares.

Ricardo Ferraço, como parceiro da classe, merece aplausos, coisa que não acontece com o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), que, aos empresários, causa arrepios. 

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