Começa o embate

Os candidatos iniciam movimentos de bastidores para acomodar os aliados

Com três pré-candidaturas ao governo do Estado definidas - Rose de Freitas (Podemos), Renato Casagrande (PSB) e o governador Paulo Hartung  -, faltando apenas acertos para as acomodações de novos filiados, desfiliados e insatisfeitos nos partidos, o campo político começa a receber os elementos que irão contextualizar o embate para as eleições deste ano. 
O mais recente episódio é o desdobramento da tumultuada, embora discreta, saída da senadora Rose de Freitas do MDB, partido no qual ela conseguiu construir robusta base de sustentação junto às prefeituras. 
Um cenário que assusta o governador Paulo Hartung, que não mede esforços para reverter o quadro, por meio de ações da máquina pública ao seu dispor. 
A entrada de Rose no Podemos empurrou porta afora o deputado estadual Hudson Leal, como parte de uma estratégia palaciana, mas, nesse caso, o impedimento gorou, ao contrário do que ocorreu com o prefeito de Vila Velha, Max Filho, barrado na porta do mesmo partido. 
Como não é segredo para ninguém que os movimentos da classe política são impulsionados por acomodações de interesses pessoais não revelados, fica a indagação sobre as verdadeiras motivações: liberação de recursos financeiros para o reduto eleitoral ou concessão de cargos comissionados no governo? 
O período de acomodações vai até julho, quando termina o prazo para definição de candidaturas, emperrado propositadamente por Hartung, que retarda o quanto a definição da chapa completa de seu bloco, inclusive, se irá concorrer à reeleição. Até lá, é jogo pesado nos bastidores do cenário.
Neste ano, a eleição será definida em segundo turno e esse é um diferencial que muda o quadro do último pleito, quando Hartung e Renato Casagrande polarizaram as preferências do eleitorado. Com três concorrentes, Hartung fica em situação mais complicada. 
Isso porque tanto Rose quanto Casagrande possuem um alvo em comum, Hartung, o que não ocorre do lado dele, obrigado a desconstruir arquiteturas políticas perfeitamente harmonizadas quanto ao objetivo final, em outubro, que poderá provocar uma alteração radical na política capixaba, com melhorias para a sociedade, mesmo que não ocorram as mudanças esperadas no modelo de gestão pública, considerando que os três candidatos leem a mesma cartilha neoliberal.     
Em termos políticos, a situação de desconforto de Hartung é clara, como ficou demonstrado nos últimos dias, com a apressada filiação ao PSDB do ex-secretário de Segurança, André Garcia, apresentado como pré-candidato ao governo, retirado logo em seguida e colocado no MDB, no dia 7 deste mês. 
Uma cena que pode se repetir, com Garcia candidato do governo para encarar a eleição de outubro, caso Hartung confirme nas pesquisas que não tem mais o favoritismo de passado recente. 
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