Crônica de uma eleição

Vagões do trem do governador Paulo Hartung estão acima da capacidade da locomotiva. Haja peso para carregar...

A rigor, não houve novidades no processo eleitoral nesta semana. Continuamos com aquela lenga-lenga do PH de dizer que ainda não definiu sua candidatura, que na verdade está mais do que definida; Renato Casagrande (PSB) posando de vencedor, algo que está muito distante de acontecer; e a senadora Rose de Freitas (Podemos) numa atitude de total defensiva para segurar seus prefeitos. 
 
À exceção desses veteranos políticos da vida capixaba, há o André Moreira, do Psol, levantando um público razoável e injetando vida para a esquerda capixaba, mas sem nenhuma possiblidade de vitória. Ele poderá, no entanto, alcançar um número eleitoral capaz de assegurar ao partido uma cadeira na Assembleia Legislativa. 
 
Neste momento, o governador Paulo Hartung exercita, com seus quadros, uma blitz junto aos prefeitos, derramando dinheiro à vontade sobre eles, numa demonstração clara de que tem mais receio da Rose do que do Casagrande. Ele tem lá suas razões, pois Rose está viva por todo esse tempo de vida política no Estado, sem que ele consiga alcançá-la. É senadora em voo próprio.
 
Assim, o jogo continua o mesmo. Rose e Casagrande delimitando o próprio espaço e trocando figurinhas, e PH tentando arrumar um jeito de derrotá-los. Os dois disputando a eleição ao governo, com suas margens de votos, é sinal de segundo turno, mesmo que não saibamos quem avançará para a fase seguinte. A presença já assegurada é de PH.
 
Quando se esmiúça a força de Hartung, encontramos um candidato jorrando grana para conseguir atingir seu quarto mandato, mas com fragilidades no seu campo de alianças.
 
O PSD, de Neucimar Fraga, está mais para receber do que para dar votos. Quer dizer, é um partido limitado, que deve eleger um deputado federal, o próprio Neucimar, e dois deputados estaduais, um deles, provavelmente, Enivaldo dos Anjos. Tem ainda o ex-chefe da Casa Civil, Zé Carlinhos da Fonseca Júnior, que poderia disputar um cargo, mas é traumatizado com eleições, pois na última que participou teve uma votação estupenda, mas não entrou por falta de legenda. O PSD, então, é um aliado que acrescenta muito pouco. 
 
Outro aliado, o PSDB, está em frangalhos. O MDB também anda mal. É o partido de PH, mas grande parte dele prefere a Rose no governo.

Eu diria que o partido, hoje, de Hartung é o PRB, que tem o presidente da Assembleia, Erik Musso, fidelíssimo a PH, além de uma figura reconhecida por todos os demais partidos, como já disse em várias oportunidades, como um grande produtor de votos, o Amaro Neto.
 
Percebe-se, então, que os vagões do trem do governador Paulo Hartung  estão acima da capacidade da locomotiva. Haja peso para PH carregar. 
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