Dependência

Ter celular é uma necessidade cega e surda

 

Dia desses acompanhei a compra de um celular, daqueles modelos que têm tudo. Foi uma verdadeira maratona. Desde que sai da vitrine até chegar definitivamente às mãos do dono, ele passa por outros dez pares de mãos. Todos conhecem bastante e manuseiam aquilo como se você um canivete suíço.
 
Quando se compra, passa-se por diversos lugares, para atualizar o dito cujo com a mais alta tecnologia que ele dispõe. O telefone tem tudo que um rádio tem, um cinema tem, uma TV tem e por fim uma Internet tem.
 
Mas estou falando isso não é para qualificar e nem enaltecer este novo instrumento de prazer e necessidade e sim para tentar descrever a expressão das pessoas que frequentam as lojas das operadoras.
 
Nota-se que hoje ninguém vive sem um celular. Pensar que até 15 anos atrás a maioria vivia de telefone fixo, é difícil de se imaginar hoje uma pessoa sem celular. Todos querem ter e não tem classe social não, são todos, até marginais.
 
Já preconizaram o fim do telefone fixo, igual previram o fim do papel jornal. Duas coisas que não vão acabar nunca. Mas em muitas residências deste país já não existem o telefone fixo, só usam o celular.
 
O fixo não é mais referência, não é mais família. Deu lugar ao individualismo. O celular é uma pessoa, a pessoa é um número. George Orwell já falava sobre isso em seu “1984”. Vocês precisam ver a cara das pessoas atrás de informações sobre seus celulares nas lojas.
 
Enfim, ter celular não é mais um privilégio de quem pode. É uma necessidade cega e surda. É objeto de necessidade dos marginais, principalmente desses. 
 
Outra particularidade do aparelho é onde ele é transportado pelas meninas de hoje. No bolso de atrás.
 
Para confessar a verdade eu também uso celular, mas sou meio careta no tempo. Para mim ele serve apenas para receber chamada e falar com quem preciso. Só isso.
 
PARABÓLICAS
 
Ricardo Conde teve seu sonho de ser prefeito de sua Guarapari adiado mais uma vez.
 
Namy Chequer, reeleito vereador pelo PCdoB, continua com seu programa matinal na Universitária.
 
JP, jornalista premiado, continua firme e forte como assessor de Luciano Resende, principalmente agora.
 
Emanuela Lobato, Manú, é a assessora de imprensa do Juninho. Havia bem pouco tempo, ela estava em Cabo Verde
 
MENSAGEM FINAL
 
A maioria de nossos gastos é feita para propiciar nossos esforços de nos parecermos com os outros. Ralph Waldo Emerson
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