Desatinos e disparates

Sem espírito cívico e senso de nacionalidade, Bolsonaro constrange o Brasil

Seis meses depois de eleito, o presidente só tem um norte – servir aos EUA; confiou a economia a um ministro obcecado pelas agendas do “mercado”, orientado pelo mesmo norte; escolheu um ministro da justiça moralista, inspirado também no norte; entregou a educação a um ministro rancoroso, cedeu o meio ambiente a aliado dos predadores e pôs um entreguista na presidência da Petrobras...

Nessa situação de vaca não reconhecer bezerro, o vice-presidente aquietou-se aguardando a hora da verdade. Está claro agora que o capitão entrou de gaiato na história, como o bode da piada colocado na sala da família briguenta.

A numerosa família militar, que saiu da reserva para ocupar postos chaves do Executivo, procura uma fórmula pacífica de neutralizar a infantaria e a artilharia bolsonaristas atuantes quais milícias fanáticas nas redes sociais.

Enquanto o Judiciário lava as mãos no lago de seus próprios privilégios, as ruas estão tristes com o desemprego que traz no seu ventre a doença, a fome, a miséria e a violência.

Não basta tirar o bode da sala. É preciso afastar a influência deletéria da manada mercadista com seu viés imediatista.

Jamais será nação feliz um país encarado pelas elites apenas como fonte de lucros à revelia da maioria da população.

Acima do diz-que-diz-que da imprensa, do parlamento, dos púlpitos e das cátedras, o nó político-econômico brasileiro só será desatado com o desmonte da armadilha do endividamento público.  

LEMBRETE DE OCASIÃO

“A ideologia liberal brasileira, cujo discurso aparece nos momentos mais críticos da História nacional, tem caráter e compromissos conservadores, e reforça o autoritarismo.” (Gizlene Neder, do Rio, no congresso da SBPC de 1978)

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