E agora, o que nos espera? 

As eleições colocam a nu a gestão de Hartung e mostram um cenário preocupante em nível nacional

Não sei ainda qual será o resultado das eleições deste domingo (7), já que escrevo na véspera, um sábado um tanto nublado, com previsão de intempéries sujeitas a trovoadas, raios e até granizo. 

Um clima parecido com a disputa política, de forma mais preocupante com a cena nacional, onde pode ser visto sem dificuldade o vírus fascista como protagonista importante, em escala ascendente.    

No Espírito Santo, se eleito, Renato Casagrande (PSB) herdará um Estado com as contas em dia, um  modelo único de gestão na visão equivocada de bajuladores. 

Assim também é divulgado nos meios colocados à disposição do governador Paulo Hartung (MDB), dentro da receita neoliberal de cartelizar a iniciativa privada em detrimento dos aspectos sociais, colocados à margem, ou terceirizados.  

A situação de servidores públicos, especialmente a classe do magistério e os policiais militares, no entanto, mostra o inverso, bem como a suspensão de programas assistenciais e o rombo no fundo de aposentadoria do funcionalismo, que não podem escapar da agenda prioritária do futuro governo. São questões que marcam a gestão que termina com o selo da ineficiência e do descaso.  

Apesar do discurso de que as contas públicas estão saneadas, existem setores necessitando de ajustes imediatos, como a farra de incentivos fiscais, que privilegiam grandes corporações poluidoras e empresas sem rentabilidade que não geram benefícios à altura da generosidade do Estado. E o que dizer do Cais das Artes, cujo planejamento fica abaixo de qualquer crítica?

No plano nacional, o País vive uma situação das mais graves desde a ditadura militar de 64. O vírus fascista do ódio e preconceito contamina grande parte da população, levada como manada pelo discurso de falsos salvadores da pátria acobertados por um sistema corrompido e conduzido por barões do capital financeiro globalizado. 

Estão inseridos nesse meio os grandes empresários, a elite mais abastada e organizações ligadas a bancos e à agiotagem que se alimenta da dívida pública paga ao setor bancário, gerando lucros bilionários, retirados da população por meio de impostos, altos preços, redução do Estado e corte de gastos públicos. 

Um cenário que remete ao pensador polonês Zygmunt Bauman, falecido em 2017, que traçou uma linha imaginária entre o modelo econômico e o modelo do amor, com supremacia do primeiro, como pode muito bem ser exemplificado nas gestões públicas voltadas unicamente para o desenvolvimento sob o ponto de vista empresarial. 

O amor não encontra lugar nem mesmo entre lideranças ditas cristãs, que se auto-intitulam pastores, bispos, reverendos e apóstolos, e se aliam a movimentos com a marca do ódio e da violência, contrariando toda a doutrina de Cristo, e levam milhares de fiéis ao engano. 

Estimulam o ódio e o preconceito, esquecidos do amor ao próximo, pois suas metas são outras, as mesmas dos grandes bancos e das corporações, que não têm alma nem credo que não seja o lucro financeiro. 

O vírus fascista está vivo, se move, cresce e chega aos templos religiosos, cujos líderes substituem o amor por um fuzil. Defendem a tortura, a pena de morte e embarcam na caminhada da violência e da intolerância.  

2 Comentários
  • Márcio Machado da Silva , segunda, 08 de outubro de 2018

    Mais um PeTralha saiu do armário. Será que há algum neste sítio que não o seja?

  • Márcio Machado da Silva , segunda, 08 de outubro de 2018

    Durante a Segunda-Guerra Mundial Sir Winston Spencer Churchill, primeiro ministro da Grã-Bretanha, disse: "Os fascistas de hoje serão os antifascistas de amanhã". A seita lulopetista tem grande parte das características fascistas: tudo pelo Estado, tudo para o Estado, nada contra o Estado. Seus integrantes se dizem antifascistas; portanto, fascistas são, conforme previsto por Churchill.

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