Fator negativo

O aguaceiro sobre Vitória coloca a descoberto a má gestão do prefeito Luciano Rezende

Ainda falta muito tempo para as definições do processo eleitoral, mas, de pronto, já se pode vislumbrar perspectivas sobre quem será o próximo governador do Estado a partir de 2019.
A escolha dos eleitores recairá em Paulo Hartung (MDB), Renato Casagrande (PSB) ou Rose de Freitas (Podemos), já que a tendência é a manutenção do cenário atual, com vantagens para Casagrande, se a situação for analisada com base nos recentes levantamentos e o burburinho nos bastidores políticos.
Se isso ocorrer, como tudo indica, o modelo de gestão passará por mudanças relacionadas à forma, sem, no entanto, mexer na base estrutural, levando em conta que tanto o atual governador como seu antecessor leem a mesma cartilha que os atrela a corporações empresariais que direcionam  as ações da máquina pública. 
No caso de Casagrande, o processo eleitoral deste ano apresenta outro fator cuja influência em um eventual governo dele será muito grande, a ponto de comprometer programas e projetos pretendidos. Trata-se do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), cuja gestão se mostra bem abaixo do esperado.
As fortes chuvas que inundaram Vitória nesta segunda-feira (I16) é uma clara demonstração de ineficiência administrativa. Por mais forte que tenha sido o aguaceiro, o estrago provocado seria muitas vezes reduzido, caso a cidade contasse com um sistema de macrodrenagem funcionando de forma plena, juntamente com outras medidas preventivas. 
Ocorre que a manutenção das galerias pluviais é feita superficialmente, o que faz com que a maioria se encontre assoreada, sem condições de suportar volume de água acima do normal. Some-se a essa irregularidade, a falta de limpeza permanente nas chamadas bocas de lobo e a redução de equipes do serviço de limpeza pública. 
Vitória possui mais de 40 mil metros de galerias situadas nas avenidas Reta da Penha, Paulino Muller, Maruípe, César Hilal e Jair Etienne Dessaune, entre outras. Com o adequado funcionamento desses equipamentos, os alagamentos seriam evitados ou reduzidos, mesmo em ocasiões de chuvas acima do normal, como nesta segunda-feira.
A atual administração de Vitória tem a marca do improviso, sem obedecer a um planejamento sistemático e necessário, a fim de manter o equilíbrio que garanta a continuidade das ações. Por aqui, o que se vê são experimentos, que ocorrem desde o primeiro mandato de Luciano.
Os principais projetos anunciado não geraram frutos. Assim foi a questão da iluminação pública, a licitação da limpeza urbana, o famigerado Integra Vitória, só para citar alguns projetos de “laboratório” que não vingaram.
Como justificativa, Luciano Rezende aponta a crise econômica e o fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e optou por fazer cortes. No entanto, a redução de despesas sempre ocorre de forma seletiva.
Em algumas áreas, como das galerias pluviais e educação, por exemplo, há suspensão de contratos e o consequente sucateamento. Em outras, de atuação política, como Comunicação, a crise passa ao largo.  
Por tudo isso, a atual administração da capital é um exemplo ímpar de fator extremamente negativo de gestão pública.
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