Flamengo

Nada de bom ou extraordinário aconteceu este ano. Mas teve uma coisa boa: o Flamengo

Chega-se a mais um final de ano. A imprensa gosta de fazer suas retrospectivas. As festas, além do congraçamento, têm seus minutos de reflexões. Mas para muitos, pouco se tem a comemorar. Nada de bom ou extraordinário aconteceu no Brasil, até mesmo no mundo, que fizesse a alegria de muitos.

Política desastrada por esse mundo afora, desastres naturais contundentes, revoltas populares em vários países, vulgaridade do sexo e poucas demonstrações de fé. A cada ano piora todos esses predicados.

Mas tem uma coisa boa que tem de se destacar. Essa coisa boa chama-se Flamengo. Pelo menos ele alegrou milhões de pessoas este ano, das mais variadas crenças religiosas, esportivas e sociais. Foi bom ver o pobre ao lado do rico, alegres e iguais.

Como pode um esporte contagiar tanta gente? Até os contra tiveram que se render a um trabalho coletivo intenso e bonito, feito por um punhado de jogadores, liderados por um louco estrangeiro.

O time disputa o Mundial nesta semana. Se perder, não importa, não vai manchar o belo desempenho deste ano. É assim que a nação pensa.

Poucos foram os que não reconheceram este belo trabalho, mas isso a gente releva e perdoa, pois aí deparamos com a inveja, a fraqueza e a incapacidade.

Pergunta aos mais de quarenta milhões de brasileiros se eles estão felizes neste final de ano? Pelo menos um quarto da população brasileira vai passar o natal feliz. 

Que bom!

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