Gestão hi-tech

O prefeito de Vitória, como seguidor da modernidade, agora virou ator de peças publicitárias

Não se pode negar os avanços tecnológicos implantados  na administração do prefeito Luciano Rezende (PPS) desde o seu primeiro mandato, em 2013. 
Os serviços ganharam uma celeridade significativa, enriquecendo  o currículo do prefeito, que pode comorar títulos na área de informática, obtendo reconhecimento como administrador conectado ao desenvolvimento da modernidade. Ponto.
Fora isso, o que se pode dizer da gestão atual?  Questão de difícil equalização, considerando a complexidade para se encontrar dados capazes de construir uma resposta adequada.
Uma demonstração inescusável desse fato foi a prestação de contas do prefeito à Câmara de Vereadores nessa quarta-feira (21) para uma plateia de secretários, assessores, ocupantes de cargos comissionados e vereadores, a maioria carimbadores das ações do prefeito.
Um dos momentos mais surpreendentes da prestação de contas foi quando Luciano Rezende respondeu a uma pergunta sobre as escolas e aproveitou para falar nos uniformes escolares distribuídos aos alunos. 
Sua resposta remete à situação das escolas, assistência aos alunos e atualização de salários dos professores, e a outro vídeo, diferente daquele exibido na Câmara durante a prestação de contas, que pode ser visto nas redes sociais. 
Nessa peça, o prefeito surge no almoxarifado da Secretaria de Educação, suando, e um tanto afobado, anunciando com grande entusiasmo a chegada dos uniformes escolares. Para ao lado do vigia do local, que, mudo em cena, parece assustado com a presença do chefe.  
Na cena seguinte, o prefeito, como ator principal da peça, atua com a coadjuvante Adriana Sperandio, secretária da pasta. Ao fundo, muitas caixas amontoadas, lembrando anúncio de máquina de lavar ou de ventilador.
Voltando à prestação de contas, Luciano Rezende não teve com o que se preocupar: a maioria dos vereadores estava dominada, seguindo as ordens emanadas da secretária de Governo, Elisabeth  Endlich, que os mantém em corda curta.  
Como disse o vereador Leonil, líder do governo na Câmara: “A Bete é nossa conselheira”, arrancando risos contidos da plateia. 
Observando-se a administração municipal na Capital, chega-se à conclusão que, embora não tenha um prefeito cheio de realizações, Vitória ganha um ator de grande talento, encantado com a inovação tecnológica e os modelos  de gestão hi-tech. 
O restante da administração fica para depois. 
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