Indecisão e incompetência

Migração das emissoras AM para a faixa FM deve ocorrer em novembro. Solução é paliativa

Segundo as últimas notícias, a migração das emissoras AM para a faixa FM deve ocorrer agora, em novembro. O rádio AM, segundo os estudiosos de plantão, dos quais eu duvido, dizem que estão perdendo terreno entre os jovens, pois aparelhos como o SmartPhone não capta sinal de AM. Aliás, quem disse isso foi o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que é um político e não um técnico. Ele disse que sob essa pressão, vai autorizar as rádios AM a se transformarem em FM.
 
Isso quer dizer que o governo ainda não optou pelo sistema digital estrangeiro a ser implantado no país, para que o AM se torne digital, ou seja, com som de FM, não tão igual a FM, pois FM geralmente é estéreo e o AM será apenas digital, ou seja, som cristalino de FM.
 
Eles, os órgãos técnicos e normativos do governo, descobriram que a faixa de TV, compreendidas nos canais 5 e 6, poderiam abrigar, provisoriamente, as emissoras de AM. Essa faixa pode ser captada na maioria dos rádios existentes no Brasil. Seria uma solução paliativa que o ministro chamou de “pressão”. Com isso, o governo incapaz do Brasil teria mais tempo para optar por qual sistema implantar.
 
É uma armação política ardilosa. As AMs migrariam para os canais 5 e 6 analógicos. As TVs, hoje nestes canais, teriam que sair daí com prazo de desligamento do sistema analógico terminado. Só que 65% da população brasileira ainda têm aparelhos antigo em casa. O Brasil não está preparado, ainda, para o desligamento, embora o ministro afirme que o governo vai facilitar a aquisição de aparelhos para captar o sinal digital dessa população.
 
Vivemos num impasse, num sério dilema. Serão muitas mudanças na área da comunicação. Investimentos em equipamentos, em propaganda (para dizer onde a rádio está sendo sintonizada), mudança de programação, para captar novos ouvintes e com isso novos anunciantes. É tudo um tiro no escuro.
 
Não se resume apenas numa conversão. Muitos radialistas (rádio e TV) deverão se reciclar, pois os desafios são novos, são outros e nem todos estão preparados para essa nova e feroz exigência. Vamos ver.
 
PARABÓLICAS
 
Olegário Gonçalves continua animando os bailes de rancho nas periferias, acima de 30 anos.
 
O cachoeirense Toninho Carlos esteve visitando a Rede Sim em Vitória, conversando com o presidente da empresa, Rui Baromeu.
 
Depois de Renato Vervloet, quem deverá fazer o Bailaço do Vinil será Luis Claudio Casado. Vinil pra isso ele tem de sobra.
 
Uma nova modalidade de esportes passa a ser transmitida pelas rádios do Estado, o basquete. Aguardem!
 
MENSAGEM FINAL
 
A opinião de um homem pode mudar honrosamente, desde que a sua consciência não mude. Victor Hugo
 
TRADUÇÃO DO DIA
 
Luigi Tenco – Ho Capito Che Ti Amo
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