Mais do mesmo em 2017

Tom dos discursos da sessão de encerramento das atividades da Assembleia manteve a mesma mornidão, com raras e repetidas exceções

O tom dos discursos dos deputados estaduais na sessão de encerramento das atividades de 2017 na Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta (20), manteve a mesma mornidão observada no restante do ano, com raras e repetidas exceções. 
 
Como no Legislativo, também nos outros poderes, 2017 se encerra com saldo baixo, tanto no que diz respeito a realizações que desaguem em avanços na qualidade de vida da população quanto ao aparecimento de algo novo nas eleições de 2018.
 
As atividades legislativas, que durante este ano foram marcadas pela conhecida subserviência ao Palácio Anchieta, sede do governo capixaba, ganharam maior amplitude na sessão de despedida dos deputados. 
 
Era a hora de agradecimento público dos atos que marcaram o ano, já de olho em 2018, de eleições, quando serão definidos os gestores dos cargos públicos mais importantes da administração pública, em vários níveis. 
 
Não se pretende, de forma alguma, desmerecer o trabalho dos parlamentares, pois, para que faça justiça, não se poder negar que muitos projetos foram apresentados, emendas votadas e ampliado o nível de boa gestão da Casa. 
 
No entanto, quando se fala em competência como poder fiscalizador, a Assembçleia fica a dever. Nas atividades deste ano, o tom subserviente ganhou de goleada, com exceção, principalmente, do deputado Sergio Majeski (PSDB).
 
E não é diferente nas câmaras municipais. A de Vitória, por exemplo, exibe um grau de submissão fora do comum, com exceção dos posicionamentos adotados pelos vereadores Roberto Martins (PTB) e Max da Mata (PDT). 
 
Fora do Legislativo, o clima também se repete. E nos preparativos para a disputa do ano que vem, o que se observa são experientes atores, alguns bastante envelhecidos quanto à forma de atuação e, principalmente, aos métodos utilizados no fazer política dentro do processo democrático. De novo, nada!
 
Os caciques não deixam surgir novidades e os estreantes na política, mesmo os muito bem intencionados, logo são cooptados e se vestem com indumentárias envelhecidas. Tem que ser assim, caso contrário, desaparecem no sumidouro do esquecimento.
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