Mais um recomeço

A posse dos novos parlamentares remete à obrigação que o eleitor tem de fiscalizar a classe política

Muitos não se dão conta, mas esta sexta-feira (1º) é uma data cheia de significados que tocam diretamente a sociedade. A posse dos deputados estaduais e da nova formação do Congresso Nacional, com os eleitos em 2018, é a consolidação da escolha dos eleitores por meio do voto. 

No Espírito Santo, serão empossados 30 deputados, que irão atuar nos próximos quatro anos na Assembleia Legislativa. A partir de agora, inaugura-se, também, a possibilidade de cada cidadão exercer o seu direito de cobrar, no exercício de fiscalização ao seu eleito, única forma de mudar a situação de calamidade que se encontra a classe política, em todos os níveis. 

Com a posse e o ajuste inicial do governo do Estado, que completam um mês, o eleitor poderá sentir se a escolha feita nas urnas em outubro de 2018 foi acertada ou simplesmente mais um equívoco, dos tantos cometidos no decorrer da história, como está demonstrado na esfera federal. 

Dos novos parlamentares estaduais, espera-se o cumprimento dos preceitos constitucionais, de maneira independente, colocando os interesses da sociedade acima do jogo político rasteiro, que a legislatura que se encerra registrou em muitas ocasiões, mostrando-se submissa aos ditames do Palácio Anchieta. 

O bom relacionamento entre os poderes públicos são fundamentais para o acerto da governança, visando o bem-estar social. Entretanto, essa parceria deve levar em conta a sociedade e não interesses particulares ou de blocos, a fim de que o processo democrático se aperfeiçoe e resulte em bons frutos. 

Para tanto, é necessário que seja colocado em prática o juramento a ser proferido nesta sexta-feira (1º): “Prometo defender e cumprir as Constituições e as leis da República e do Estado, bem como desempenhar, fiel e lealmente, o mandato que me foi confiado pelo povo espírito-santense".

A fiscalização por parte do eleitor torna-se uma obrigação e somente por meio dessa observação ele poderá pesar os prós e contras relacionados ao seu voto, dando-lhe capacidade para cobrar e rejeitar o mau político. A renovação de metade do parlamento no Espírito Santo e também na bancada federal em Brasília, além da escolha de dois novatos ao Senado, demonstram que o eleitor está mais atento. 

A torcida é para que esse processo de amadurecimento, observado com a rejeição de políticos descompromissados com a sociedade no Espírito Santo, prospere. A democracia se fortalece com a posse dos novos parlamentares.

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