Na boca do túnel

Hartung faz movimentos na direção de Max Filho para segurá-lo no processo eleitoral

Em busca do continuísmo, o governador Paulo Hartung faz movimentos na direção do prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), numa tentativa de bloquear a única figura do atual cenário eleitoral capaz de lhe bater firme, como já o fez em ocasiões anteriores.
 
Já está sendo difícil para PH pensar que com os dois principais pré-candidatos, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) e a senadora Rose de Freitas (Podemos), a eleição irá para o segundo turno. Não há mais como PH fazê-los desaparecer do pleito, então, só resta segurar o Max Filho para que não ele se meta no processo. 
 
Max Filho já definiu que vai ficar os quatro anos na prefeitura de Vila Velha e uma trégua, como PH pretende, pode até trazer benefícios para sua gestão, portanto, ambos lucrariam, mas como confiar em PH? Ele não é de cumprir compromissos.
 
Outro aspecto é que Max Filho tem uma presença enorme no eleitorado do município que administra, como é que vai passar a mensagem de que é capaz de aceitar este armistício?
 
No passado, sempre bom lembrar, Max Filho acertou entrar no PSB após convite formal do então governador Casagrande, que tinha o intuito de chegar ao eleitorado canela-verde, mas foi barrado por fuga de compromisso do Casagrande, que já estava de braços dados com PH. Lembre-se que os dois são água da mesma pipa, ambos comprometidos com o projeto Unanimidade, dos empresários locais, principalmente com aqueles cujos negócios circulam dentro da gestão estadual.
 
Na verdade, quando se fala em visão de futuro, Max Filho vem construindo um projeto de vir a ser o antagonista de PH. Onde bate o futuro de Max Filho com o presente de PH? 
 
Max Filho conheceu, na sua passagem pela prefeitura com PH no governo estadual, uma perseguição enorme. Não viu um tostão do Estado, ficou sem mobilidade política, e PH criou a ideia de que Vila Velha não cresceu porque Max se isolou, com repercussões negativas à sua imagem. 
 
Depois de ver seu projeto de disputar o governo naufragar, novamente pelo cerco do próprio governador, o prefeito ressurge com a ameaça de subir no palanque do deputado estadual Sergio Majeski (PSB) para o Senado,  o que desaguaria naturalmente como reforço à candidatura de Casagrande. 
 
Não à toa, mesmo sem candidatura, é o alvo principal de PH no seu esforço de eliminar qualquer obstáculo no caminho à reeleição. 
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