Nem tudo o que parece é!

Investigação a Ferraço, exoneração no Iema...casos podem dar dor de cabeça aos envolvidos em ano de eleição

Muito mais do que se pode imaginar, os meandros do poder escondem coisas além do que aparentam. Em ano eleitoral então, como 2018, a movimentação em torno dos partidos políticos, candidaturas, alianças e fidelidade, além de ficar mais intensa, esconde detalhes que passam batidos para a maioria das pessoas.  
 
Por desinformação ou imediatismo que impede o reconhecimento das necessidades de terceiros, a maioria dos integrantes de partidos políticos e a própria população só enxergam suas demandas pessoais. 
 
Existem exceções, como em toda regra, mas na verdade não são consideradas as verdadeiras necessidades das comunidades que a classe política representa. 
 
Cada um trabalha de forma a erguer seu grupo e, para isso, necessita  proteger o que dele faz parte ou defenestrar os indesejáveis. 

Dois casos nessa semana chamam atenção. Primeiro, o pedido de prorrogação do prazo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Ricardo Ferraço (PSDB). 
 
À frente dessa ação, o delegado federal Eugênio Coutinho Ricas, ex-secretário de Transparência no Espírito Santo e agora comandante das operações da Lava Jato.
 
Ele quer apurar se houve caixa dois no recebimento de R$ 400 mil para a campanha do senador, em 2010, de acordo com delação de executivo da Odebrecht. 
 
O segundo diz respeito à exoneração da presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), Andréia Carvalho. O motivo seria incompatibilidade de gestão. 
 
No entanto, existem detalhes que passam despercebidos, principalmente relacionados com contratos na área de informática do órgão.
 
Os dois casos ocorrem justamente quando se intensificam preparativos da campanha e definição de candidaturas. 
 
No primeiro caso, embora o senador Ricardo Ferraço diga a toda hora que nada fez de ilegal, uma nova visibilidade do inquérito neste momento representa poderoso tiro de escopeta em suas pretensões à reeleição, já um tanto  complicadas. 
 
No Iema, caso a motivação esteja relacionada a contratos na área de informática do órgão com a mineradora Vale, para medir índices de poluição, o tiro sai em outra direção e atinge os setores do governo mais elevados e, em consequência, candidaturas carimbadas pela área de maior influência no Estado.
 
Esses acontecimentos terão desdobramentos e poderão se transformar em dores de cabeça para os lados envolvidos. Caso sejam, de fato, esclarecidos, quem ganha é o eleitor, com maior possibilidade de fazer melhor escolha na hora do voto. 
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