O PV desmorona

Depois de perder sua identidade ideológica, o Partido Verde segue uma trajetória desanimadora

Depois de perder a identidade ideológica fincada no desenvolvimento sustentável, diminuição da desigualdade social e no pacifismo, base da sua fundação, em 1980, o Partido Verde (PV) segue uma trajetória desanimadora em todos os níveis.
 
Com apenas seis deputados na Câmara Federal, o PV há muito deixou o campo ideológico de lado, como todos os outros partidos, e caiu na vala comum da política. 
 
As ideias inovadoras inspiradas em siglas semelhantes nascidas na Europa, mais para o lado da social-democracia, perderam o encanto e tudo ficou mais do mesmo, tipo “farinha pouca, meu pirão primeiro”. 
 
Esse quadro sombrio que paira sobre o PV nacional alcança, também, o diretório estadual no Espírito Santo, em que pesem os esforços do recém- empossado presidente estadual do partido, Fabrício Machado.
 
Bem intencionado, ele se movimenta como pode para formar alianças e construir coligações e, esperançoso, anuncia projetos ousados para 2018: eleger dois deputados federais e três estaduais.
 
Tarefa difícil, pois as baixas do PV vão se repetindo desde julho deste ano, quando o prefeito de Viana, Gilson Daniel, transferiu-se para o Podemos, seguindo os passos do cacique do PV em nível nacional, senador Álvaro Dias. 
 
A meta do PV estadual procura atender às normas da reforma partidária, aprovada em novembro deste ano. Pelas novas regras, o tamanho da bancada de um partido na Câmara serve de base para calcular o percentual que lhe cabe no Fundo Partidário. Reside nesse detalhe, sem tirar nem por, os esforços dos pequenos partidos, como o PV, em fechar coligações para aumentar suas bancadas. 
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