O Quarto Poder (Revisitado)

Sempre houve restrições aos exploradores de canais de rádio e TV no Brasil

Vendo a teoria da socióloga Maria Vitor Barbosa sobre o Quarto Poder, vimos deslanchá-la no que achamos detalhes mais importantes do assunto.

Ela escreve em determinado momento que: “...a manipulação é uma das mais insidiosas formas de domínio, pois prescinde de qualquer legitimação ou argumentação e não tem face, sendo instrumento de controle capaz de obter a obediência incondicional, inclusive, de grande parte da sociedade”.

Mais na frente, ela diz sobre o papel da TV na influência que exerce, inclusive, faz lembrar sobre a “TV – O ópio do Povo”. Faz ao trecho: “Convém aqui relembrar que os meios de comunicação, notadamente a televisão, constituem-se em poderosos instrumentos de manipulação e de persuasão, sendo na atualidade os maiores formadores não só de opinião como de comportamentos, hábitos e atitudes. A partir daí, infere-se que a mídia colabora como nenhum outro tipo de controle social para o processo de massificação da sociedade. O resultado é que temos cada vez mais uma sociedade de massas e menos uma sociedade de públicos seletos e capazes de opinião própria”.

Pois bem, se esse fenômeno pode explicar a força do Quarto Poder, ou seja da mídia, cuja força política repousa no fato de que é capaz de dar “vida” ou “morte”, é necessário então saber se ela sempre esteve em boas mãos. Sempre houve restrições aos exploradores de canais de rádio e TV no Brasil.

A socióloga Maria Vitor expõe para nós os seguintes dizeres de sua teoria: ‘“Os que conseguem concessões de rádios e televisões ou propriedade de jornais têm em mãos imensas vantagens. Quanto aos que governaram ou governam sempre tiveram com relação ao Quarto Poder a coabitação capaz de lhes possibilitar a extensão possível do seu domínio”.

Para encerrar, ela dá um recado sucinto, “...Assim encerro sem saber se um dia nos livraremos da síndrome latinoamericana, cujos sinais mais evidentes são o estadismo, o populismo, o nacionalismo xenófobo, o paternalismo que mantém os pobres sempre pobres".

Esse vezo esquerdista que me faz lembrar o saudoso Roberto Campos. Ele dizia que no Brasil se é socialista como pessoa física e capitalista como pessoa jurídica. 

E viva Maria Lucia Vitor Barbosa!

 

PARABÓLICAS
Carlinhos Benfica, Gambi para os amigos, é um super autodidata. Hoje, com respeito devido, se firmou como excelente técnico da Gazeta.
 
E na Universitária FM vários estilos com Luis Claudio Casado, Renato Vervloet e Andersen Dourado. Todos e mais alguns andam fazendo falta aos inúmeros ouvintes da emissora da UFES.
 
Volto a comentar o sentido de intimidade em um jornal televisivo como fazem os apresentadores e repórteres dos telejornais da Gazeta. Não se deve chamar o colega pelo apelido carinhoso no ar.
 
Fazendo uma análise, o colunismo social caiu bastante no conceito da sociedade. Já não tem a força e o glamour de antigamente.
 
 
MENSAGEM FINAL
A curiosidade do jornalista tem de ser a mesma do historiador, e a paciência do historiador a mesma do jornalista. Alberto Dines
 
Acesse: www.jrm50anos.blogspot.com  - Eu Sou Uma Longa História
 

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