Pedras no caminho de Magno

Já não é assim, tão fácil, a reeleição do senador Magno Malta

Já não é assim, tão fácil como parece para alguns, a reeleição do senador Magno Malta (PR). Tanto é que ele se movimenta com grande celeridade, para conseguir abocanhar o lugar de vice na chapa do candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSC), o representante da ala mais conservadora do cenário político nacional, com 16% de aceitação no eleitorado. 
 
Com atitudes oportunistas e um discurso perfeitamente harmonizado com Bolsonaro, Magno Malta tem aproveitado com rara habilidade brechas que se apresentam no jogo político, visando capitalizar mais prestígio eleitoral. 
 
Seja ao assumir posições em favor da moral e dos bons costumes, principalmente entre os evangélicos, ou preencher espaços desocupados, ele busca, na realidade, despistar a perda de capital político para uma disputa como a do Senado, verdadeiro campo minado em terreno pedregoso. 
 
Primeiro ele se amarrou ao senador Ricardo Ferraço (PSDB), mas logo viu que essa parceria não dava o caldo esperado para engrossar sua sopa, haja vista que Ricardo só queria um ombro para ampliar seu capital político no campo mais conservador, o de Magno. Como dois bicudos não se beijam, cada um foi para seu lado.
 
Enquanto Magno atua no campo periférico, mais popular, Ricardo se move com maestria junto à elite corporativa-empresarial. São campos opostos, como prego e martelo. Magno, que não é bobo, preferiu permanecer com seu público, que ele vê como cativo, e tentar outra escalada, com Bolsonaro. Se vingar, tudo bem, se não, ele deixa como está. É o risco, ainda maior em 2018.
 
Essa realidade pode ser vista com a entrada em cena de novos atores, como os deputados estaduais Sérgio Majeski (PSDB) e Amaro Neto (SD). O primeiro se firma como parlamentar atuante, com plena desenvoltura e conhecimento da política, o segundo como hábil jogador, que dissimula e esconde o que quer. Ambos, no entanto, desejam o Senado, e aí é que as coisas para Magno Malta se complicam.
 
Isso porque, se no cenário político há novos e eficientes personagens, no campo eleitoral do senador seu discurso já não entusiasma tanto. Ficou repetitivo, até mesmo para alguns círculos evangélicos.. 
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