Pós-eleições

Não é só a legislação que requer mudanças, a imprensa também precisa rever a cobertura das eleições

Não sei se esta opinião é só minha, mas certas coberturas da imprensa, em geral, são muito chatas. Por exemplo, a cobertura das eleições. Soubemos no mesmo dia da votação o resultado. No domingo (2) todos os canais de TV, os jornais de internet e as redes sociais falaram sobre o assunto com exaustão.
 
No dia seguinte, esses mesmos veículos continuaram falando sobre o resultado da eleição. Os jornais (impressos) também, mas esses porque só poderiam abordar o assunto no dia seguinte mesmo, até porque, além de informação detalhada, vira documento de arquivo.
 
Mas a semana passou e o assunto continuou o mesmo: eleição! As urnas já disseram o quanto nos, brasileiros estamos pensando atualmente sobre votar. Muitas abstenções, muitas ausências. O povo anda contrariado com os políticos e a política. Outra coisa, alguns que se elegeram com larga quantidade de votos, e não eram políticos ou não são. Recado dado nas urnas para uma reforma política mais eficaz.
 
Muita coisa precisa ser mudada na cobertura da imprensa sob o risco que daqui a 20 anos as coisas serem pra lá de diferentes em uma cobertura. Na política muita coisa também precisa ser mudada, a mentalidade, a oxigenação de ideias e menos egoísmo e vaidade.
 
Ate os órgãos superiores, como o TSE, precisam ter mais dinamismo. Imaginem que nessas eleições, erradamente, o horário eleitoral gratuito foi assim: no primeiro turno foram 10 minutos (nas duas edições diárias no rádio e na TV). No segundo turno, com menos candidato, o horário foi dobrado, ou seja de 20 minutos nas duas edições no rádio e na TV.
 
É preciso mudar muita coisa, pois tudo muda tudo se transforma. Que mude a mentalidade política, a política e as leis que eles fazem.
 
PARABÓLICAS
 
Paco DJ esta em definitivo nas fileiras da Rádio Cidade. José Luis Dantas deu dentro com mais essa aquisição.
 
Quem se mandou para os Estados Unidos de mala e cuia foi o nosso preclaro colega Ricardo Rangel. Excelente radialista.
 
Nenhum radialista, entre os candidatos a vereador aqui no nosso Estado, ganhou as eleições e nem se reelegeu. Sinal dos tempos.
 
A Rádio Tupy do Rio, líder do IBOPE por lá, vai desligar o satélite que mantém algumas emissoras ligadas ao seu futebol. Uma pena. É a crise.
 
MENSAGEM FINAL
 
Negar-se a cumprir uma ordem injusta não é desobedecer. Honoré de Balzac
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