Redes sociais e política

Plataformas eficientes e essenciais para ampliar o nível de informação coletiva, as redes sociais estão sob ameaça

Traçar perspectivas positivas, mesmo que incertas, é a forma utilizada historicamente pela classe política para animar a população, ainda mais em períodos de campanha eleitoral, como agora, a 10 meses da eleição que irá escolher novos dirigentes em níveis estaduais e federais.
 
O governador Paulo Hartung desde dezembro vem dando sinais claros de que já está em campanha aberta, embora os eleitores ainda não saibam quem concorrerá a quê.
 
Ao anunciar uma economia de mais de R$ 1 bilhão e valores idênticos em investimentos para 2018, o governador usa a velha estratégia e sai na frente, aproveitando a máquina pública que controla. Não importa a fórmula utilizada para alcançar a finalidade, pois, sob essa ótica, os fins justificam os meios.
 
Os cálculos oficiais apresentados, contestados por economistas e outros especialistas, mereceram, também, a crítica direta do deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB), um dos poucos atentos aos descaminhos do governo.  De igual forma, o Sindipúblicos divulgou nota em seu site com o mesmo teor.
 
Em todos os casos, uma coisa fica clara: o governo busca a construção de uma imagem positiva perante a população, o que é plenamente justificável. 
 
No entanto, a massa eleitoral, desde algum tempo, dispõe de plataformas eficientes e essenciais para ampliar o nível de informação coletiva de forma positiva, a fim de barrar mensagens meramente eleitoreiras.   
 
Críticas como as do deputado Majeski e do Sindipúblicos, que não encontram ressonância na mídia corporativa, têm potentes canais de comunicação nas redes, que representam poderosos gargalos para sufocar os sofismas oficiais.
 
Não é à toa, no entanto, que paira no ar uma ameaça. A restrição do acesso à internet, que já está em andamento por conta de projetos de grupos em busca de maior lucratividade, que podem elitizar as redes, deixando seu uso apenas a um número cada vez menor de pessoas.
 
Caso isso ocorra, a democracia será extremamente prejudicada, principalmente as comunidades periféricas de menor poder aquisitivo.
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