Reforma política (parcial)

Não é desta vez que vamos nos livrar na enfadonha propaganda eleitoral no rádio e na TV

A reforma política, mesmo parcial, vai provocar mudanças já nas eleições de 2018. A segunda parte da reforma ficou para 2020. Mas não é desta vez que o brasileiro ficará livre da propaganda eleitoral no rádio e na TV. O que acabou foi a propaganda partidária, que era veiculada fora das eleições. A enfadonha propaganda dos candidatos começa, para desespero de muita gente, no fim de agosto do ano que vem.
 
Como é duro vê-los, principalmente aqueles candidatos de partidos nanicos. Embora alguns políticos conscientes falem em extirpar esses programas chatos, a maioria ainda resiste em tê-los veiculando e por uma simples razão, a vaidade. Parecem que se sentem realizados em ouvirem suas vozes no rádio ou suas imagens brilhando na telinha. Se ainda tivessem conteúdo a oferecer, faríamos um esforço. Mas do jeito que é...
 
Nos Estados Unidos não há propaganda em rádio e TV. Aliás, quando tem é paga e não obrigatória – uma relação meramente de mercado. Mas lá, como em alguns países da Europa (caso da Alemanha), o que prepondera são os debates nas redes sociais. Dizem que lá vem funcionando, sobretudo para quem está interessado em votar.
 
Sem falar que aqui ainda há as coberturas das grandes redes para episódios políticos de repercussão. Sinceramente, não sei a que tipo de audiência interessa uma cobertura maçante como essas, como foram, por exemplo, as duas últimas votações na Câmara dos Deputados contra Temer. Denúncias que, aliás, acabaram não passando. No final das contas, um grande circo. 
 
O País não está bem e não está por culpa da classe política. É em Brasília que está a origem da nossa derrocada econômica. Esta crise que ainda estamos atravessando é marcada por um desemprego sem precedentes, explosão da criminalidade e aumento das desigualdades sociais. E ainda tem muita gente repetindo que as eleições de 2018 podem ser a solução de todos os nossos problemas. Com esse nível de política? Duvido. Às vezes perco as esperanças e penso em não votar como uma manifestação de protesto a tudo de errado que está aí.
 
PARABÓLICAS
 
Carlos Gambi e Luis Claudio Casado fizeram aniversário no mesmo dia. A festa deveria ser na Play Man, mas não foi.
 
A nova frequência FM 91.9 na verdade passou a exibir uma programação que já vinha sendo praticada há três anos na faixa AM da Rede SIM
 
Agradecimento a todos (colegas, amigos e parentes) que se manifestaram pela cirurgia de catarata a que fui submetido, com sucesso.
 
Miguel Roldan mostra toda a sua expertise em rádio comandando a sua Cidade FM de Nova Venécia. Sucesso total em audiência.
 
MENSAGEM FINAL
 
“Se Deus criou as pessoas para amar e as coisas para cuidar, por que amamos as coisas e usamos as pessoas?” Bob Marley
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