Retrocesso à direita

O senador Magno Malta, como vice de Bolsonaro, compõe um cenário sombrio

Na festividade de filiação do presidenciável Jair Bolsonaro ao Partido Social Liberal (PSL), o senador Magno Malta (PR) voltou a aparecer, depois de muito tempo sumido, como figura de destaque no evento realizado em Brasília, nessa quarta-feira (7).

No mais puro estilo da cultura da violência que toma conta do País e se insere em todos os setores da sociedade, Bolsonaro se cercou de aliados, principalmente integrantes das chamadas bancadas da Bala e da Bíblia.

Exaltou a militarização, porque, segundo ele, “violência se combate com violência e, se for necessário, com mais violência”. Magno Malta aplaudiu, ao lado de Bolsonaro, e depois fez orações.

Como figura preferida para ser vice de Bolsonaro na chapa presidencial, o senador vê nesse cenário a alternativa de levantar sua densidade eleitoral, em baixa por conta da ascensão do deputado estadual Amaro Neto (SD), que corre na mesma raia.

Acolhido como figura destacada no “primeiro partido oficialmente conservador de direita do País”, como foi dito em um dos discursos, Magno Malta alcançou esse patamar por conta de suas ações oportunistas que agradam o público evangélico mais conservador.

No entanto, sua atuação autoritária na Comissão dos Maus Tratos contra o Menor, no Congresso Nacional, gerou muita rejeição.

O comportamento oportunista e conservador repercutiu negativamente no  cenário político e agravou-se com a entrada de novos personagens. Assim, o eleitorado de Magno, maciçamente situado nas camadas mais pobres da população, migrou para outros candidatos, reduzindo suas chances de reeleição.

Até mesmo porque sua atuação no Congresso Nacional resume-se a projetos com a marca de interesses corporativos, sejam eles religiosos ou empresariais, que levaram as bancadas da Bala e da Bíblia a se aliarem à bancada do Boi, ligada ao agronegócio, com longa folha de serviços prestada ao retrocesso político no Brasil.

Como candidato a vice de Bolsonaro, Magno Malta se acomoda perfeitamente  no perfil do presidenciável, que representa o que existe de mais atrasado na política brasileira na atualidade.

Com chances reais de alcançar a vitória - Bolsonaro pode chegar lá, já que tem 20% das intenções de voto caso o ex-presidente Lula seja impedido de concorrer, segundo as pesquisas mais recentes.

Um cenário catastrófico para o Brasil, mas que pode ocorrer.  

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